O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ajuizou ação penal pública contra um homem e uma mulher que, juntos, teriam matado a golpes de canivete e pauladas uma taxista de 68 anos, em 21 de janeiro, em Laguna. A pedido da Polícia Civil e com manifestação favorável da 2ª Promotoria de Justiça, o homem e a mulher foram presos preventivamente na tarde desta segunda-feira (7).

Os dois são acusados de latrocínio e, em caso de condenação, a Promotoria de Justiça requer que a pena seja aumentada devido às circunstâncias do crime: cometido contra uma idosa e por meio cruel. A pena máxima pode alcançar 30 anos de reclusão.

Segundo a denúncia, a dupla teria planejado o roubo e, para isso, chamado a taxista simulando que necessitava dos serviços dela. O crime ocorreu entre as 00h02min e 00h30min na Estrada Geral da Praia do Gi. O homem e a mulher teriam desferido 19 golpes de faca contra a idosa, sendo que, segundo a perícia, 17 a atingiram na cabeça.

Ainda de acordo com as apurações, após retirarem a vítima do táxi, como ela ainda estava viva, os dois a teriam golpeado com pauladas, demonstrando excessiva crueldade.

A violência teria sido praticada com o único propósito de roubar o dinheiro da vítima, já que o carro dela foi levado por eles, mas abandonado e incendiado. O homem e a mulher teriam levado da taxista a quantia de R$ 630,00.

No pedido de prisão preventiva, a Promotora de Justiça Raíza Alves Rezende lembrou dos recentes episódios de crimes violentos que vêm ocorrendo em Laguna neste início de ano e reforçou a necessidade da medida privativa de liberdade dos acusados "para a garantia da ordem pública, servindo como meio acautelatório para a comunidade local, que é atingida de forma indireta, causando um sentimento de insegurança na reiteração delitiva". Ainda, destacou que há o risco concreto de reiteração delitiva, porque um dos autores é suspeito de ter praticado uma tentativa de latrocínio dias antes, o que abalou a sociedade de Laguna, crime pelo qual também foi denunciado.

 

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