A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) de Criciúma concluiu o inquérito policial que apurava a prática de crime de assédio sexual contra uma adolescente, de 14 anos.

Segundo a Polícia Civil, o indiciado, de 54 anos, realizou uma entrevista de emprego de assistente de consultório com a vítima.

A entrevista foi no apartamento (residência) dele e se estendeu durante a tarde, inclusive com a realização de tarefas empregatícias pela vítima.

Durante a entrevista, o indiciado ficou apenas de cueca e constrangeu a vítima a auxiliá-lo a se alongar, bem como a massagear seus joelhos, fazendo insinuações de cunho sexual.

Ao final da entrevista, a vítima chegou em casa chorando e a família procurou a Polícia Civil para registro da ocorrência.

Reincidente

O indiciado, que já possuía registros policiais antigos semelhantes, poderá ser condenado a uma pena de até três de detenção.

Segundo o delegado Fernando Guzzi, o crime de assédio sexual, previsto no Código Penal, configura-se quando a vítima é constrangida por superior hierárquico, que quer obter alguma vantagem ou favorecimento sexual, valendo-se da relação de hierarquia existente. Quando a vítima é menor de 18 anos, a lei prevê um aumento na pena.

Registro virtual

Durante o período de pandemia, a Polícia Civil orienta a registrar a ocorrência via internet, na Delegacia Virtual.

O delegado esclarece que o BO virtual tem a mesma força e validade que o físico.

Ambos são encaminhados diretamente ao delegado de polícia, que apreciará os fatos narrados e dará início à investigação.

Na DPCAMI de Criciúma, aliás, 100% da tramitação de BO's (mesmo dos que foram registrados presencialmente) é feita digitalmente entre os policiais e setores.


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