O réu Jesse Batista Barboza Júnior foi condenado pelo Tribunal do Júri de Rio do Sul pelo crime de homicídio qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima e motivo fútil.

Ele matou com cinco golpes de faca Everton Diogo Marcelino.

O crime ocorreu em agosto de 2021 depois de um desentendimento num conjunto de quitinetes onde o réu morava, no bairro Canta Galo.

O júri foi em 6 de setembro de 2022 e, depois do resultado, o Ministério Público de Santa Catarina entrou com um recurso de apelação para reformar a sentença proferida pelo Juízo no que se refere à pena-base fixada.

O Promotor de Justiça Carlos Alberto da Silva Galdino recorreu da decisão para que sejam considerados os quesitos culpabilidade, circunstâncias e consequência do crime no total de pena privativa de liberdade.

O recurso de apelação interposto pelo MPSC também pede que se retire da sentença o reconhecimento de confissão espontânea.

Como o crime aconteceu

Segundo a denúncia apresentada pelo MPSC à Justiça, o crime ocorreu num conjunto de quitinetes onde o réu e a namorada da vítima moravam.

No dia do homicídio, o condenado, a namorada da vítima e outro homem tomaram bebida alcoólica na quitinete de um dos homens e depois saíram para fazer uso de drogas.

Quando voltaram, Everton estava na residência do homem que acompanhava Jesse e a namorada da vítima.

Houve um desentendimento entre Everton e a namorada, que disse que colocaria um ponto final na relação.

Na sequência, o dono da casa e a vítima entraram em luta corporal.

O condenado saiu e voltou munido de uma faca, desferindo golpes contra Everton, que fugiu do local e foi perseguido por Jesse.

Eles brigaram e caíram dentro do cercado de uma casa.

Aproveitando a condição de desvantagem da vítima, já ferida, o condenado deu mais golpes de faca em Everton, totalizando cinco. Everton morreu no local.

Foi mantida a prisão preventiva do réu e negado o direito de recorrer da sentença em liberdade.