O réu Magnun dos Santos Novo, denunciado em Garopaba pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pelo homicídio de um adolescente e por lesão corporal gravíssima contra a ex-companheira, foi condenado a mais de 22 anos de prisão.

A denúncia apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Garopaba relata que, em fevereiro de 2018, movido por ciúmes, Magnun, à época com 22 anos, foi à casa da ex-companheira, Cheila da Silva Schirmer, arrombou a porta e passou a agredi-la com tapas. A mulher conseguiu se desvencilhar, mas em seguida o réu pegou uma faca e tentou matá-la.

Novamente, a ex-companheira conseguiu fugir, desta vez para o quintal. Com a fuga, Magnun passou a vasculhar a residência até que encontrou o adolescente trancado no banheiro.

José Demétrio Silva Alves, de 17 anos, (foto) era amigo da família. O réu então bateu com a cabeça do rapaz no chão até deixá-lo desacordado. Com o adolescente desfalecido, desferiu a facada nas costas que causou sua morte.

Em seguida, mais uma vez partiu para cima da ex-companheira, agarrou-a no quintal e a levou novamente para dentro da casa, onde a feriu com dois golpes de faca.

Condenação

Conforme sustentou a Promotora de Justiça Symone Leite, o réu foi condenado por homicídio triplamente qualificado, pelo motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa.

Foi condenado, ainda, por lesão corporal gravíssima no âmbito da violência doméstica, que resultou em deformidade permanente, e por violação de domicílio.

A pena total aplicada pelo Juízo da Vara Única da Comarca de Garopaba foi de 22 anos, dois meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado. O réu deverá iniciar de imediato o cumprimento provisório da pena. A sentença é passível de recurso.

 

 

 


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