O Tribunal do Júri de Forquilhinha condenou nesta sexta-feira (26) um homem a 116 anos, três meses e dez dias de prisão pelos assassinatos da ex-companheira, Mayara Vitalli, de 31 anos, e do filho dela, Arthur, de 8 anos. O crime ocorreu em janeiro de 2025 e o réu também foi condenado por furto e incêndio, devendo cumprir a pena em regime fechado.
Segundo as investigações, o homem invadiu a residência durante a madrugada, arrombou a porta e atacou as vítimas com 142 facadas. Mayara tentou fugir e pedir ajuda, mas foi alcançada no pátio da casa. Arthur acordou durante o ataque e tentou defender a mãe. Após o crime, o condenado roubou o celular da vítima, incendiou o imóvel onde morava e foi preso horas depois em Maracajá.
De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, o crime foi motivado pela recusa do réu em aceitar o fim do relacionamento. Durante o julgamento, os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas.
Além da pena de prisão, a Justiça determinou o pagamento de R$ 200 mil por danos morais aos familiares das vítimas e de R$ 50 mil ao proprietário do imóvel incendiado. O condenado não poderá recorrer em liberdade.