Um homem foi condenado pelo Tribunal do Júri da comarca de Blumenau, no Vale do Itajaí, pena de 22 anos de reclusão, em regime fechado, pelo assassinato da namorada. Além do feminicídio, qualificadora que se somou ao uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, o réu também foi condenado a quatro meses e 15 dias de detenção pelo uso de falsa identidade. Sua pena foi agravada pela reincidência.

O crime ocorreu em janeiro de 2017, no bairro Salto do Norte, em Blumenau. A vítima, Neuza Grassmann, de 49 anos, teve o pescoço cortado dentro de sua casa. Após passar um fim de semana em busca da mãe, uma das filhas da vítima foi quem a encontrou morta na quitinete que ocupava. Na época do crime, Adilson Tognoli, 40 anos, estava foragido da Penitenciária de São Pedro de Alcântara, após não retornar de uma saída temporária, e se apresentava com o nome falso "Luciano Cabral".

Ao final do julgamento, realizado na última quarta-feira (21), o condenado foi encaminhado à Penitenciária de São Pedro de Alcântara, onde já cumpre pena. A sessão foi presidida pelo juiz Juliano Rafael Bogo, titular da 1ª Vara Criminal da comarca de Blumenau. Cabe recurso da decisão ao Tribunal de Justiça.

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