A Justiça condenou a 57 anos de prisão um homem acusado de estuprar duas sobrinhas em Guaramirim, no Norte de Santa Catarina. O caso se tornou público em 3 de fevereiro de 2025, após denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
A decisão judicial aponta que os abusos ocorreram de forma contínua entre 2021 e 2025. Conforme o processo, as violências começaram quando as vítimas tinham 5 e 8 anos de idade. A condenação foi baseada em laudos médicos, perícias e depoimentos colhidos durante a investigação e o julgamento.
Segundo a sentença, o réu praticou diversas vezes o crime de estupro de vulnerável contra as duas meninas, ambas menores de 14 anos, aproveitando-se da relação de confiança familiar, já que era tio das vítimas.
De acordo com as investigações, os abusos aconteciam principalmente nos fins de semana, quando as crianças iam até a casa do acusado para visitar a prima. Nesses momentos, ele levava as meninas para um quarto e praticava atos libidinosos e conjunção carnal. O processo também aponta o uso de objetos sexuais e de substâncias que deixavam as vítimas tontas ou sonolentas.
A sentença destaca que exames periciais identificaram indícios compatíveis com violência sexual. Entre os resultados apontados estão ruptura de hímen não recente nas duas vítimas e a presença, em uma delas, de uma bactéria associada à transmissão sexual.
Durante buscas na residência do acusado, os investigadores encontraram objetos mencionados nos relatos das vítimas. Também foi apreendido um frasco contendo uma substância classificada como depressora do sistema nervoso central, compatível com os efeitos descritos pelas crianças.
A suspeita dos crimes surgiu quando a mãe das meninas, que é irmã do acusado, percebeu mudanças no comportamento das filhas e alguns sintomas físicos. Após exames apontarem a presença de uma bactéria transmitida sexualmente, a família insistiu em conversar com as crianças, que relataram que o tio seria o responsável pelos abusos.
Segundo a mãe, o homem também fazia ameaças para que as vítimas não revelassem o que acontecia. Ele teria dito que, caso contassem algo, elas seriam impedidas de visitar a casa dele para brincar com a prima, além de afirmar que a mãe não acreditaria nelas.