Um homem do Distrito Federal acionou a Justiça após acumular R$ 169 mil no chamado “Jogo do Tigrinho” e não conseguir resgatar o prêmio. Segundo a Defensoria Pública, a plataforma alegou que ele precisaria fazer novos depósitos para subir de categoria antes de liberar o saque. Mesmo após realizar o pagamento exigido, o dinheiro continuou bloqueado.
De acordo com a Defensoria Pública do Distrito Federal, esse tipo de retenção de valores tem sido recorrente entre usuários do jogo. Em nota, o órgão explicou que as empresas responsáveis pela plataforma “agem da mesma maneira” e permitem que “os usuários ganhem créditos em reais e prometem o saque desses valores”, mas “retêm o saldo existente com base em algum pretexto” e “condicionam a liberação do valor retido ao pagamento de novas quantias via PIX”.
Além de prejuízos financeiros, o “Jogo do Tigrinho” já foi alvo de diversas polêmicas no Brasil. O jogo atrai, principalmente, pessoas em situação de endividamento e compromete a renda de famílias que apostam na promessa de lucros fáceis.
“É nosso dever proteger os consumidores que se encontram em situações como essa, auxiliando as vítimas a buscarem reparação pelos prejuízos financeiros suportados e garantindo seus direitos”, afirmou Celestino Chupel, defensor público-geral, em entrevista à Folha de S. Paulo.
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