Foto:  Arquivo OCP  A greve dos servidores públicos municipais tem afetado os serviços de saúde em Jaraguá do Sul. A Secretaria de Saúde divulgou, nesta terça-feira (28), que houve uma redução de 81% no volume de atendimentos nas especialidades médicas entre os dias 6 e 21 de março de 2016 em comparação ao mesmo período de 2017. De acordo com os dados da secretaria, no ano passado, 30.594 pessoas foram atendidas em procedimentos gerais. Neste ano, entre 6 e 21 de março, o número caiu para 5.934 atendimentos. Em algumas especialidades, o atendimento foi zero por causa da greve dos profissionais. É o caso da Geriatria, que teve 88 atendimentos e nenhum durante a greve. No mesmo período de 2016, 78 pacientes passaram por profissional infectologista e ninguém foi atendido durante a paralisação. Desde o primeiro dia da paralisação até 28 de março, o índice de adesão à greve na Saúde permanece estável, em cerca de 75%. De acordo com o secretário de Saúde, Jonas Schmidt, dos 790 servidores da pasta, 200 estão trabalhando. No entanto, apesar do esforço redobrado de cada um, não é o suficiente para atender a demanda. Ao todo, 25 UBS (Unidades Básicas de Saúde) estão sem atendimento. Segundo a Secretaria de Saúde, 22 Equipes de ESF (Estratégia de Saúde da Família) não estão atendendo a população com prestação de serviços médicos, odontológicos, enfermagem, vacinação, dispensário de medicamentos e agentes comunitários de saúde para visitação e acolhimento das demandas. Apenas uma unidade (Ana Paula) está com atendimento integral. Outras 13 estão com profissionais orientando a população, mas sem atendimento médico, odontológico e de enfermagem. A greve dos servidores está causando um colapso na continuidade dos serviços, sem atendimento e sem sistema integrado – entre atenção básica, média e alta Complexidade. Todo o sistema de agendamentos de consultas, exames, retornos, prescrição, tratamentos, programas de prevenção e recuperação estão sendo adiados e agravarão o quadro clínico dos pacientes do SUS em atendimento. Além disso, os novos usuários ficarão impedidos de adentrar ao Sistema para consultas e encaminhamentos. De acordo com a Secretaria de Saúde, a interrupção dos tratamentos crônicos poderá ocasionar sequelas irreparáveis aos pacientes, bem como levá-los ao risco de morte. A perda de referências do acompanhamento das equipes de saúde aumenta os riscos de iatrogenia decorrentes do desconhecimento das histórias de vida e da coordenação do cuidado com a saúde individual e coletiva. O período da greve trará ainda aumento dos custos e investimentos em saúde após a retomada das atividades.