Governo diz que exploração sexual infantil é preocupante na Ilha de Marajó, no Pará

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por: Milena Natali

23/02/2024 - 17:02 - Atualizada em: 23/02/2024 - 17:07

Na noite desta quinta-feira (22), o Ministério dos Direitos Humanos informou que tem adotado ações para o combate do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes.

As acusações voltaram a repercutir na web após a cantora paraense Aymeê denunciar a situação através de uma composição autoral.

“Lá tem pedofilia em nível ‘hard’, as crianças com 5 anos fazem atrocidades por que as famílias são muito carentes, as crianças saem em uma canoa e elas se prostituem dentro do barco por cinco reais ou por um pacote de bolacha”, afirma a cantora.

Medidas

“As ações do Cidadania Marajó contam com apoio das forças de segurança federais, a exemplo da PF (Polícia Federal) e da PRF (Polícia Rodoviária Federal), o sentido de desarticular redes de exploração, abuso e violência sexual”, frisa o Ministério dos Direitos Humanos.

De acordo com o Ministério, recentemente foram realizadas visitas ao território, com delegações do governo federal e das autoridades locais.

Destacou também, que foi realizada uma parceria com a Universidade Federal do Pará com investimento de R$ 1 milhão, sendo R$ 500 mil voltados ao Marajó.

Com o intuito de implementar a Escola de Conselhos no Pará, que atenderá dezenas de conselheiros tutelares.

Os casos seguem sob investigação da PF.