O governador Raimundo Colombo se reuniu com lideranças do agronegócio de Santa Catarina na tarde desta segunda-feira (20). O encontro tenta evitar reflexos negativos da operação Carne Fraca, deflagrada nacionalmente pela Polícia Federal após identificação de irregularidades no setor. As lideranças catarinenses ressaltaram que a única unidade em Santa Catarina interditada temporariamente dentro da operação é uma filial de uma empresa paranaense, localizada em Jaraguá do Sul, que produz basicamente linguiça frescal, salsicha e presunto, para abastecimento principalmente dos mercados do Paraná e de São Paulo. Raimundo Colombo destacou o compromisso com a qualidade do produto catarinense, ressaltando o rigoroso trabalho de fiscalização e a manutenção do status sanitário diferenciado. “Vamos continuar agindo com a responsabilidade fiscal que sempre tivemos para garantir a saúde do consumidor. Ao mesmo tempo, vamos agir com total transparência para informar os governos dos países que importam nossos produtos sobre a situação diferenciada de Santa Catarina. Se algum país desejar qualquer informação complementar, estamos dispostos a enviar missões para estes países ou a receber seus representantes aqui”, afirma Colombo. SAIBA MAIS:  Diálogo entre sócios confirma irregularidades no frigorífico em Jaraguá do Sul Dono de frigorífico é preso pela Polícia Federal em Jaraguá do Sul Dono da rede Madero diz estar orgulhoso por contribuir com a operação da PF Polícia Federal realiza auditoria em frigorífico de Jaraguá do Sul Colombo reúne secretários de Estado para avaliar impactos da operação Carne Fraca em SC Santa Catarina é o maior produtor nacional de carne suína e o segundo maior de carne de frango, atendendo ao mercado brasileiro e ao exterior, com presença em mais de 150 países. O Estado também se destaca na defesa sanitária. Santa Catarina é hoje o único estado brasileiro livre de febre aftosa sem vacinação. Junto com o Rio Grande do Sul, SC faz parte de uma zona livre de peste suína clássica com certificados da Organização Mundial de Saúde Animal. O status sanitário diferenciado dá acesso exclusivo aos mercados mais competitivos do mundo, como habilitação para exportar carne suína para Estados Unidos e Japão. Presente na reunião desta segunda, o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina, Glauco Côrte, lembrou que toda produção catarinense exportada passa por nova inspeção ao chegar ao porto de destino, o que reforça o controle da qualidade do produto. O presidente da Associação Catarinense dos Avicultores, José Antônio Ribas Júnior, alertou também para potenciais impactos econômicos no preço das carnes, com pressão para redução dos valores de venda por parte dos mercados compradores.