Devido aos casos de febre amarela relatados no Brasil desde julho de 2017, Santa Catarina tem intensificado as ações de vigilância. As gerências Regionais de Saúde de Joinville e Jaraguá do Sul organizam na quarta-feira (28) um encontro para estabelecer o fluxo de notificação, manejo e coleta dos primatas na região nordeste de SC. “Os macacos são o que chamamos de sentinela. Quando ele é encontrado morto ou doente é indicativo de que o mesmo pode ter contraído febre amarela e, com isso, indicar a presença do vírus na região”, explica a bióloga Ana Flávia Oenning, da 22ª Gerência de Saúde. O evento é voltado aos técnicos de vigilâncias epidemiológicas, órgãos ambientais ou profissionais que trabalham em áreas de mata. Como os estados do Sul estão em alerta para o monitoramento, é preciso discutir como deve ocorrer o manejo. “Qualquer tipo de macaco encontrado em epizootia deve ser comunicado aos órgãos competentes para registro e posterior recolhimento das vísceras em tempo oportuno, entre oito e 24 horas”, pede a bióloga. Depois são enviadas para análise no Laboratório Central de Saúde Publica de SC, o qual encaminha para outro em São Paulo. Santa Catarina possui atualmente 33 pessoas notificadas com febre amarela; 27 foram descartados, cinco estão em investigação e um caso foi confirmado, sendo este contraído em outro estado. De acordo com a bióloga, os primatas não humanos adoecem de febre amarela assim como homens porque possuem a imunidade parecida, por isso servem de alerta. Serviço O quê: Febre amarela e o manejo de casos de epizootia em primatas não humanos; Quando: Quarta-feira (28); Horário: 14h; Onde: Auditório da Pró-Rim, na rua Mário Lobo, 45, Centro; Informações: (47) 3481-3608.