O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), coordenado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), em apoio à investigação presidida pela 39ª Promotoria de Justiça da Capital, deflagrou a Operação Alvorada, em investigação que apura o crime de tráfico de drogas em Palhoça. Uma pessoa foi localizada com carga de cigarros sem procedência e conduzida até a Polícia Federal.
A investigação começou após a análise de um laudo pericial extraído do celular apreendido em uma prisão em flagrante em 2025. A partir dessa análise, foram identificados integrantes de um grupo de troca de mensagens denominado “Trem da Igrejinha”, utilizado para organizar a atividade de tráfico de drogas no bairro Brejarú.
O grupo virtual, segundo os elementos colhidos, estava associado à facção criminosa, e funcionava como ferramenta de coordenação da distribuição de entorpecentes, da divisão de tarefas e do repasse de ordens entre os membros do crime organizado.
Diante dos indícios reunidos, a 39ª Promotoria de Justiça da Capital requereu a expedição de mandados de busca e apreensão contra o líder do grupo e sua esposa, também apontada como participante ativa do esquema criminoso. Os mandados foram deferidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas e cumpridos pelo Gaeco.
As ordens judiciais estão sendo cumpridas na cidade de Palhoça, por integrantes do Gaeco com apoio da Polícia Militar de Santa Catarina.
A ação integra um conjunto de medidas do Ministério Público de Santa Catarina voltadas ao enfrentamento estruturado do tráfico de drogas e da atuação de facções criminosas na região da Grande Florianópolis.
Os objetos apreendidos serão encaminhados para Polícia Científica que realizará uma perícia especializada para análise técnica e extração de dados e posteriormente enviará para análise da equipe de investigação.
A investigação tramita em sigilo. Assim que houver publicidade dos autos, novas informações poderão ser divulgadas.
Operação Alvorada
O nome “Alvorada” faz referência à forma como a atividade criminosa era articulada, já que os integrantes que ocupavam posições de liderança definiam funções, turnos do tráfico e a distribuição dos participantes. O rigor adotado pelo grupo na organização desses turnos e na exigência de cumprimento de horários por parte dos investigados chamou a atenção do Gaeco e acabou inspirando o nome da operação.
Modelo inovador de trabalho
Para fazer frente à Vara Estadual de Organizações Criminosas, o MPSC implementou um modelo inovador de trabalho. A 39ª Promotoria de Justiça, que já atuava no combate às organizações criminosas na Grande Florianópolis, passou a ter abrangência em todo o estado e é responsável por investigar e processar crimes ligados a facções criminosas. A proposta é intensificar o combate a crimes como lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e ocultação de capitais, com mais inteligência, agilidade e resolutividade.
A 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital foi ampliada e agora conta com cinco Promotores de Justiça de entrância especial. A nova unidade tem uma estrutura própria e diferenciada em termos de equipamentos, equipe e segurança. Um coordenador de Promotoria será designado dentre os cinco Promotores de Justiça titulares e terá como atribuições, por exemplo, a distribuição dos procedimentos entre os membros e a interlocução com o Poder Judiciário, Defensoria Pública, Polícias Civil e Militar, Advogados e demais interessados.