Foto:  William Fritzke/OCP “Quem faz parte da família Peccin sabe e consome o que produz.” Convictos das boas condições sanitárias na unidade de beneficiamento de Jaraguá do Sul da Peccin Agro Industrial Ltda, localizada no bairro Santa Luzia, os cerca de 200 funcionários da empresa se reunirão às 8h30 desta quinta-feira (23) em seu local de trabalho para realizar uma manifestação em defesa da empresa. A manifestação é a forma que os funcionários encontraram de demonstrar solidariedade com a empresa que é uma das investigadas na Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. Sobre a Peccin, pesa a denúncia de suposto uso de fraudes para ocultar o uso de carne vencida ou colocar produtos proibidos em linguiças. No dia da deflagração da operação, na sexta-feira passada, um dos sócios-proprietários, Normélio Peccin Filho, foi detido e levado para o Presídio Regional de Joinville. Nesta quarta-feira (22), depois de ser submetido a exame de corpo de delito no IML de Joinville, ele seria encaminhado para a carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. A manifestação, informa uma funcionária que prefere não se identificar, é também forma de funcionários e prestadores de serviços da unidade jaraguaense esclarecerem à população sobre as condições de trabalho na Peccin. “Conheço a família há uns 15 anos e já trabalhei com eles em um frigorífico no interior de São Paulo, antes mesmo de se instalarem em Curitiba”, informa a funcionária. Segundo ela, a unidade jaraguaense tem aproximadamente três anos.   Ela acredita que entre a unidade de Jaraguá do Sul e a de Curitiba sejam pelo menos 600 funcionários entre contratados e terceirizados. O clima entre os colegas, segundo avalia, é tenso. “Todos têm medo de perder seus empregos, ainda mais na atual situação do país qualquer um teria medo”, pondera. A funcionária diz que apesar da repercussão negativa da Operação Carne Fraca da Polícia Federal para o frigorífico, a diretoria da empresa está otimista. “Sabemos que não tem nada de errado. A auditoria de hoje foi um sucesso. Não encontraram nada aqui que pudesse desabonar a empresa”, frisa, enfatizando que “vocês não têm noção do quanto é cobrada a qualidade ali dentro”. A empresa passou nesta semana por fiscalização de três auditores e um técnico de inspeção do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) para verificar se há irregularidades na produção de embutidos.   O QUE DIZ A PECCIN Confira nota oficial da Peccin postada na página da Italli Alimentos, marca da empresa: A PECCIN AGRO INDUSTRIAL LTDA. vem a público comunicar, em razão da operação Carne Fraca, da Polícia Federal, realizada dia 17 de março, sua grande surpresa, consternação e forte repúdio às falsas alegações que culminaram com a prisão preventiva de seus diretores, esclarecendo o seguinte: A PECCIN AGRO INDUSTRIAL LTDA. tem amplo interesse em contribuir com as investigações, em busca da verdade, estando inteiramente à disposição das autoridades policiais para prestar quaisquer esclarecimentos que se façam necessários; A PECCIN AGRO INDUSTRIAL LTDA. declara que estão confiantes de que os órgãos competentes saberão discernir a efetiva veracidade dos fatos que ora se alegam, ainda, conclama pela paciência e serenidade da sociedade para o esclarecimento dos fatos verdadeiros; Por isso a PECCIN AGRO INDUSTRIAL LTDA. lamenta a divulgação precipitada de inverdades sobre o seu sistema de produção, sendo que as informações repassadas ao grande público foram no afã de justificar os motivos da operação “Carne Fraca”, modificando os fatos e comprometendo a verdade. Por fim, a PECCIN AGRO INDUSTRIAL LTDA., esclarece que não tem qualquer vínculo comercial ou societário com a Peccin S/A, indústria gaúcha de doces e chocolates.   Curitiba, 18 de março de 2017. PECCIN AGRO INDUSTRIAL LTDA