Uma jararaca albina foi capturada pelo Corpo de Bombeiros Voluntários de Jaraguá do Sul.

Mas o que faz essa serpente ser tão rara?

A reportagem do OCP entrou em contato com o biólogo da Fujama (Fundação Jaraguaense do Meio Ambiente), Christian Raboch, para saber mais sobre o réptil.

A Bothrops jararaca é uma espécie comum na região de Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, e o OCP já registrou diversos resgates apenas neste ano.

Foto: CBVJS/Divulgação

A serpente foi capturada na manhã deste sábado (16), em uma residência na rua Gulherme Hass, no bairro Jaraguá Esquerdo.

Populares viram o animal de aproximadamente um metro no pátio da casa e chamaram os bombeiros voluntários.

“Desde 2017, quando iniciamos o resgate de animais na Fujama, nunca chegamos a resgatar um animal albino. Ela é da mesma espécie, mas tem essa anomalia genética. Ela é toda branca, digamos assim. Além dessa anomalia genética ser rara de acontecer, é ainda mais raro um animal desses se desenvolver”, explica.

O biólogo afirma que os animais albinos são mais raros de serem vistos adultos justamente por sua coloração.

No caso das jararacas, a cor mais escura ajuda na camuflagem em meio a vegetação.

Foto: CBVJS/Divulgação

Ela se camufla em nas folhas do chão da floresta para poder caçar.

“Essa jararaca tem essa desvantagem, mas é um animal juvenil e com um bote já interessante, não é um filhote. Então, quer dizer que, mesmo com essa desvantagem, ela conseguiu se adaptar e caçar durante esse tempo. É o primeiro registro de serpente albina aqui na região”, ressalta.

Foto: CBVJS/Divulgação

O animal deve ser solto na natureza, mas o biólogo afirma que o Instituto Butantan, de São Paulo, deve ser informado e há a possibilidade do registro de uma nota técnica sobre a serpente rara.

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