A família de Mauro Gonçalves, morador de Curitibanos, no Meio-Oeste catarinense, vive dias de dor e busca respostas após a morte do trabalhador, atropelado na noite da última sexta-feira (8) no km 116 da BR-101, em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina.
Segundo familiares, Mauro havia saído do bairro Água Santa, em Curitibanos, para trabalhar em Rancho Queimado. Ele chegou ao município no domingo e permaneceu trabalhando até sexta-feira, dia do acidente. Conforme informações repassadas à família, ele deixou Rancho Queimado acompanhado de um colega de trabalho, mas ainda não se sabe como acabou chegando em Itajaí, cidade distante e sem ligação com o destino inicial.
O corpo foi transladado para Curitibanos no sábado e Mauro foi velado e sepultado no domingo.
Abalada, a família afirma que Mauro era um homem simples, trabalhador rural e com pouca instrução. Segundo os parentes, ele não sabia ler e também não carregava celular, o que aumenta ainda mais o mistério sobre como conseguiu chegar até o local onde ocorreu o atropelamento.
“Só queremos saber como ele chegou até ali e qual era a intenção”, disse um familiar.
Em Curitibanos, muitas famílias sobrevivem do trabalho na roça, enfrentando dificuldades e poucas oportunidades. Amigos e familiares descrevem Mauro como um homem humilde e dedicado ao trabalho.