A mulher de 37 anos presa em Joinville por se passar por uma adolescente de 12 anos já havia mobilizado autoridades catarinenses em 2023. Na ocasião, Amanda Maria Souza de Oliveira procurou o Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, afirmando ter 13 anos e reclamando de fortes dores abdominais.
Durante o atendimento, exames de imagem revelaram a presença de diversas agulhas espalhadas pelo corpo da paciente. Diante da situação e da suspeita de possíveis maus-tratos, a equipe médica acionou o Conselho Tutelar para acompanhar o caso.
Segundo a direção da unidade, Amanda se identificou como “Caroline da Silva Bastos” e relatou ser uma adolescente acolhida em uma instituição da Capital. A investigação iniciada após o atendimento apontou que ela já havia apresentado histórias semelhantes em outras localidades.
Após uma semana de acompanhamento, profissionais do hospital reuniram informações que levantaram dúvidas sobre a identidade da paciente. O caso foi então comunicado às autoridades policiais e aos órgãos responsáveis.
Imagens de raio-X realizadas posteriormente em Goiás, em 2024, também mostraram a presença de agulhas pelo corpo da mulher. Naquele estado, Amanda foi novamente descoberta após se apresentar como adolescente e acabou detida.

Foto: Polícia Civil/ Polícia Militar/Reprodução
De acordo com a Polícia Civil, a investigada possui histórico de ocorrências semelhantes em diversos estados brasileiros, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.
Em Joinville, ela teria vivido durante 14 meses com uma família que acreditava estar acolhendo uma menina em situação de vulnerabilidade. Conforme as investigações, Amanda inicialmente se apresentou como uma jovem adulta em busca de emprego, mas posteriormente afirmou ter apenas 11 anos e alegou ter sido vítima de abusos.
Comovida pela história, a família chegou a organizar uma festa de aniversário de 12 anos para ela. O caso começou a ser desvendado após denúncias feitas por parentes da investigada.
Presa nesta semana, Amanda responde por suspeitas de estelionato e falsa identidade. A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva e determinou a realização de um exame de sanidade mental, solicitado pela defesa.
Enquanto aguarda o resultado da perícia, ela permanece à disposição da Justiça no sistema prisional catarinense.