A Justiça da Capital condenou 19 integrantes de uma organização criminosa criada em presídios de Santa Catarina. Entre eles estão lideranças e integrantes da chefia da facção. A sentença é da Vara Criminal da Região Metropolitana de Florianópolis e saiu após investigação da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC).

Inquérito desde 2016

As penas variam de 9 a 28 anos de reclusão e somadas chegam a 256 anos de prisão – outros dois integrantes tiveram o processo separado e, também, responderão pelos crimes.

Instaurado em novembro de 2016, este inquérito foi o primeiro procedimento feito pela atual equipe da DRACO/DEIC. Na época, se apurou que a cúpula da organização criminosa havia criado um grupo de extermínio para enfrentar uma facção rival.

“Durante a investigação foram obtidos robustos elementos de prova que demonstraram que o grupo fazia uso de armas de fogo de grosso calibre para a invasão de comunidades dominadas por outra facção e para a execução de faccionados rivais”, afirma o delegado da DRACO/DEIC, Antônio Seixas Joca.

Instaurado em 2016, este inquérito foi o primeiro feito pela atual equipe da DRACO/DEIC Foto Divulgação Polícia Civil

Ligações com outras facções

Também foi constatado que possuíam ligação com pelo menos duas outras organizações criminosas independentes, do Rio de Janeiro e do Norte do País, que davam suporte para os crimes.

Entre os 19 condenados estão três integrantes da cúpula da organização que orquestravam as ações praticadas pelo grupo na rua. Também foram condenados os chamados “disciplinas” identificados como lideranças do crime nas comunidades dos morros do 25, Mocotó, Horácio e Chico Mendes, em Florianópolis, Palhoça e São José. Um dos chamados “disciplina geral” foi condenado a pena de 28 anos de reclusão.

Armas apreendidas

No curso da investigação, em junho de 2017 foi deflagrada a operação Xeque-Mate, quando foram presos 20 integrantes e apreendidos um fuzil AK47, quatro pistolas (duas .40 marca Glock; uma 380, marca Glock e uma .45, de fabricação Argentina), drogas e farto material do crime.

Dois dos presos eram apontados como sendo responsáveis por atentar contra a vida de um policial militar do 4º Batalhão da Capital, no Morro do Mocotó.

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