Após a autópsia não apontar se Andreia Campos Araújo, 28 anos, assassinada na madrugada do dia 5 pelo companheiro Marcelo Kroin, 38, estava grávida ou não, o Instituto Geral de Perícias (IGP) em Jaraguá do Sul enviou uma amostra para análise complementar no laboratório do órgão em Florianópolis.

Mas um exame preliminar feito no sangue enviado para a Capital deu resultado inconclusivo. Novas análises devem ser realizadas pelos técnicos do IGP nos próximos dias.

O resultado do exame é importante, pois Andreia disse para o assassino confesso e para a família que estava grávida de três meses. O fato de ela estar grávida é um agravante na peça de acusação feita pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

Como Kroin sabia que supostamente a companheira estava esperando um bebê, se condenado, o tempo de prisão pode ser acrescido de um terço à metade da pena inicial.

O MPSC denunciou Kroin por homicídio com quatro qualificações: sem chance de defesa da vítima, meio cruel (asfixia), feminicídio e o agravante da vítima estar grávida.

O promotor Marcio André Zattar Cota, da 4ª Promotoria de Jaraguá do Sul, também imputou os crimes de tentativa de ocultação de cadáver e de fraude processual.

O assassinato de Andreia aconteceu no dia 5 de agosto, em uma residência na rua Neco Spézia, no bairro Jaraguá Esquerdo. Após a morte da companheira, Kroin enrolou a vítima em um cobertor, colocou no seu veículo, um Chevrolet Corsa, e viajou para Canoinhas, no Planalto Norte de Santa Catarina.

Sem saber o que fazer, voltou para Jaraguá do Sul e, após uma denúncia, a Polícia Militar foi até a casa do assino confesso e encontrou o corpo dentro do carro.

Em dezembro do ano passado, ela chegou a anunciar uma outra gravidez em em Facebook, mas que não foi adiante.

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