Um Relatório técnico feito pelo por policiais do Núcleo de Combate ao Uso e à Exploração Sexual Infantil , da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), indica que pelo menos um dos 240 arquivos de imagens e vídeos de pornografia infantil, encontrados armazenados em um computador e um celular do ator José Dumont, pode ter sido produzido com uma câmera do aparelho de telefonia apreendido com Dumont.

A informação também consta no despacho do juízo, que converteu em preventiva na última sexta-feira, a prisão em flagrante do ator, ocorrida no dia anterior, por armazenar imagens de crianças com teor sexual As informações são do Jornal o Globo.

O celular e o computador apreendidos passarão ainda por uma perícia. Na ocasião, será feita uma análise mais aprofundada para tentar saber se existem outras imagens de pornografia infantil que não foram localizadas pelos agentes da especializada.

Dumont foi preso na última quinta-feira (15), como resultado de uma investigação sobre o estupro de um menino de 12 anos, que teria recebido R$ 1.000 do ator após o crime.

Ao cumprir um mandado de busca e apreensão na residência do ator, no Bairro do Catete, na Zona Sul do Rio, policiais encontraram cerca de 240 arquivos, entre imagens e vídeos, de pornografia infantil.

Segundo a investigação, ele teria se aproveitado do prestígio e reconhecimento como ator para atrair a atenção da criança, que era seu fã.

A investigação aponta ainda que ele desenvolveu um relacionamento próximo com o menino, oferecendo ajuda financeira e presentes, valendo-se da vulnerabilidade financeira da vítima para, a partir daí, fazer investidas com beijos na boca e carícias íntimas, que acabaram sendo captadas por câmeras de vigilância, dando início às investigações.

Quanto às imagens, o ator confessou que elas eram de sua propriedade, mas alegou que eram parte de “estudo para a futura realização de um trabalho acerca do tema, sem tabus ou filtros”.

No sábado, o juiz Antonio Luiz da Fonseca Lucchese converteu a prisão do ator de flagrante para preventiva - com isso, Dumont segue preso até julgamento - argumentando que "a situação tem contornos de gravidade" ao apontar, no documento, que teriam sido encontrados com o ator cerca de 240 arquivos, entre imagens e vídeos, o que indicia reiteração criminosa.