O modelo de escola cívico-militar será implantado na Escola de Educação Básica Almirante Tamandaré, em Guaramirim, a partir do ano letivo de 2026. A informação foi confirmada pelo coordenador regional de Educação, Cristiano Rodolfo Tironi, que detalhou como ocorrerá a transição e o funcionamento do novo modelo na unidade.
Segundo Tironi, a mudança passa a valer automaticamente para todo o ano letivo de 2026 e abrangerá 100% dos estudantes da escola. “O modelo de escola cívico-militar estará sendo implantado na Almirante Tamandaré em 2026. Automaticamente, essa mudança vale para o ano letivo de 2026. Todos os estudantes da escola serão atendidos por esse modelo, do quinto ao nono ano. Cem por cento da escola estará em origem cívico-militar”, explicou.
O coordenador destacou que não haverá divisão entre alunos do modelo tradicional e do modelo cívico-militar. “Na escola não haverá estudantes que estarão no modelo cívico-militar e outros que não estarão. Isso não existe. A questão de matrículas, oferta de vagas, ampliação ou redução funciona da mesma forma, respeitando o zoneamento”, afirmou.
De acordo com Tironi, o fluxo de matrículas seguirá o mesmo padrão das demais escolas estaduais, e os estudantes receberão uniformes específicos do modelo cívico-militar. Ele também esclareceu que a atuação dos militares será voltada principalmente ao apoio à gestão e à disciplina. “O papel dos militares na escola é mais voltado à questão da indisciplina e a problemas relacionados à gestão. O pedagógico se mantém o mesmo. Os professores são os mesmos, exceto nos casos de vagas preenchidas por ACTs. Os efetivos permanecem”, ressaltou.
Ainda conforme o coordenador regional, tanto a equipe gestora atual quanto os militares estão passando por formações para garantir a implantação adequada do modelo. “Todos estão recebendo capacitação para implantar isso ao longo do ano na escola e também repassar aos estudantes”, disse. Ele acrescentou que os investimentos na unidade permanecem inalterados. “A escola passou recentemente por uma reforma no telhado e na parte elétrica. Todo o investimento segue o mesmo planejamento de qualquer outra escola estadual da regional”, completou. A direção da escola está sob responsabilidade de Zaira Ribeiro Moreira de Frein.

Foto: Fábio Junkes/OCP News
Monitores militares
O coordenador e gestor do programa cívico-militar em Guaramirim, coronel Rogério Vonk, também falou sobre a estrutura prevista para a Escola Almirante Tamandaré. Segundo ele, inicialmente a unidade contará com dois monitores militares. “Eu, como coordenador e gestor do programa aqui no município, atuo com dois monitores: um subtenente e um sargento. Estamos em busca de mais dois praças para completar o quadro, que é de quatro monitores na escola”, explicou.
Vonk afirmou que o ano letivo inicia no dia 19 e que a equipe já estará preparada para o atendimento. “Com dois já conseguimos começar, mas vamos trabalhar ao longo do ano para completar esse quadro. Há policiais interessados, inclusive alguns que estão próximos da aposentadoria e pretendem ingressar no programa”, destacou.
Fortalecimento do respeito e da disciplina
Em Santa Catarina, as escolas estaduais cívico-militares têm apresentado resultados positivos, especialmente na melhoria do comportamento dos estudantes dentro e fora das unidades. Valores como respeito, ordem e disciplina vêm sendo cada vez mais assimilados, refletindo no desempenho acadêmico, na convivência e nas relações interpessoais.
O Programa Estadual das Escolas Cívico-Militares está em processo de ampliação, motivado pela alta demanda da comunidade escolar. Entre os principais fatores que impulsionam a procura pelo modelo estão o estímulo ao comportamento sadio, o fortalecimento do respeito e da disciplina, além da oferta de um ambiente considerado mais seguro e acolhedor, preparando os estudantes para a vida em sociedade.
Nas unidades cívico-militares, os profissionais da área de segurança atuam como Oficiais de Gestão e Monitores, auxiliando no cotidiano escolar e no desenvolvimento de projetos transversais, interdisciplinares e contextualizados. A estrutura pedagógica e administrativa segue o mesmo padrão das demais escolas da rede estadual.