O mês de julho de 1983 sempre ficará marcado como um dos momentos mais tristes e angustiantes da história de Santa Catarina, sobretudo da região do Vale do Itajaí e do Sul do estado. A chuva que iniciou no dia 5 e se arrastou ao longo de cinco dias seguidos acarretou uma das maiores enchentes já vistas no país.

O ápice do desastre ocorria há exatos 36 anos, justamente no dia 9 de julho, quando o rio Itajaí-Açu, em Blumenau, atingiu o nível de 15,34 metros. Na ocasião, o centro e alguns bairros ficaram debaixo da água, ilhados e sem qualquer tipo de comunicação. A cidade permaneceu alagada por 32 dias. Os blumenauenses só conseguiam receber comida e água por meio de helicópteros da Força Aérea Brasileira (FAB).

Foto Artur Moser

Os 90 municípios atingidos pelas chuvas registraram 49 mortes e cerca de 200 mil pessoas desabrigadas. As cheias de 1983 causaram prejuízos que ultrapassaram R$ 1 bilhão no Vale do Itajaí. As cidades mais danificadas foram Blumenau, Rio do Sul e Itajaí.

Somente em Blumenau, houve oito mortos e 50 mil desabrigados, o que correspondia a 29% da população. Em Itajaí, a enchente deixou 42,3% da população desabrigada, um total de 40 mil pessoas, e cinco mortos. Já em Rio do Sul, os 25 mil desabrigados representavam 64,7% da população.

Foto Fundação Cultural de Blumenau/Arquivo Histórico José Ferreira da Silva

Depois disso, outros desastres naturais atingiram Blumenau e região, como em 1984, 1990 e 2008, vitimando mais pessoas e deixando rastros de destruição. Memórias tristes, mas que serviram para fortalecer o povo catarinense e, principalmente, para tornar o estado uma referência nacional em proteção e defesa civil.

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