Os dois acusados da morte do empresário Luiz Cavazzotto, em Balneário Camboriú, foram condenados na tarde de quinta-feira (28).

Felix Raichardt, advogado e apontado como mandante do crime, foi condenado a 17 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, por homicídio duplamente qualificado e adulteração de placa de veículo.

 

 

Já o suposto executor, Carlos Eduardo Conceição Martins, terá que cumprir uma pena maior, de 33 anos, 1 mês e 13 dias, pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, roubo qualificado e adulteração de placa, também em regime inicial fechado.

Os promotores sustentaram que o homicídio foi duplamente qualificado por ter sido praticado por motivo torpe e sem possibilidade de defesa pela vítima.

O caso ocorreu em janeiro de 2020, quando Cavazzotto foi assassinado na frente de casa.

Conforme a denúncia do Ministério Público, Raichardt, junto com sua namorada - ela é uma das denunciadas e será julgada em outra data com mais dois acusados -, planejou o homicídio e mandou executá-lo porque o empresário cobrava dele uma dívida de R$ 100 mil, referente à venda de um carro.

Por meio de um amigo, que acabou preso no Rio Grande do Sul, o casal teria contratado Martins para executar o crime.

Na véspera do assassinato, Martins roubou um veículo em Itajaí e, junto com o advogado, trocou a placa por outra, clonada. O veículo foi usado na execução.

No dia do crime, o homem apontado como o autor dos disparos estacionou próximo à casa do empresário e o advogado ficou perto do local. Quando a vítima foi se despedir de um amigo em à sua casa, o criminoso teria dado seis tiros, causando a morte de Cavazzotto no local.