Representantes do Ministério da Saúde acreditam que Belo Horizonte seja a cidade onde ao menos sete pessoas foram contaminadas por uma doença ainda não identificada que causa insuficiência renal aguda e alterações neurológicas nos pacientes.

Técnicos do órgão foram encaminhados à capital mineira para compor uma força-tarefa que vai investigar a origem da enfermidade.

Um homem morreu nesta terça-feira (7), em Juiz de Fora, a 270 km de BH, vítima de complicações do quadro. Outros seis seguem internados em hospitais particulares na capital.

Paschoal Demartini Filho, de 55 anos, o único doente que morreu, morava com a família em Ubá, a 240 km de Belo Horizonte. O homem passou mal enquanto estava de folga na casa de uma filha no bairro Buritis, na região Oeste de BH. Segundo a Associação de Moradores do bairro, ao menos outros três doentes vivem na vizinhança.

Todos os pacientes são homens com idades entre 23 e 76 anos e apresentaram sintomas como náusea, vômito, dor abdominal, paralisia facial, vista borrada e cegueira total ou parcial.

Além de Demartini Filho, segundo a Ses (Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais), cinco pacientes são de BH e um deles de Nova Lima, na Grande BH. Um deles é o professor universitário professor universitário Cristiano Mauro Assis Gomes, internado no CTI (Centro de Tratamento Intensivo).

Investigação

Após o registro dos casos, a Ses determinou que todos os médicos do Estado alertem à pasta em até 24 horas sobre pacientes que apresentem algum dos sintomas relatados.

As investigações sobre a origem da doença estão a cargo da força-tarefa formada por representantes de órgãos públicos municipais, estaduais e federais. A Polícia Civil também analisa uma possível relação criminosa.