O secretário de Estado da Segurança Pública, Alceu de Oliveira Pinto Júnior, junto com o comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina, coronel Carlos Alberto de Araújo Gomes, e o delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Flávio Ghizoni Júnior, fizeram um balanço da Operação Ferrolho em entrevista coletiva realizada na tarde desta quinta-feira (1º), no Comando Geral da Polícia Militar de Santa Catarina, em Florianópolis. A avaliação conjunta foi positiva, e o objetivo principal - demonstrar a capacidade de bloquear todos os pontos de acesso ao Estado catarinense – foi atingido, segundo o secretário.
“Não se trata de apenas passar uma sensação de segurança. É mais que isso: é demonstrar que estamos preparados para agir fortemente. Não tenho notícia de qualquer ação semelhante no Brasil e nem na América do Sul”, avaliou o secretário Alceu de Oliveira Pinto Júnior.
Durante a Operação foram verificados documentos de 30 mil pessoas e 15 mil veículos. E embora não fosse esse o objetivo principal, a operação resultou em apreensão de drogas, com destaque para 8 quilos de skank, localizados em uma mochila no Terminal Rita Maria, em Florianópolis, e o cumprimento de um mandado de prisão em aberto na cidade de Balneário Camboriú.
De acordo com o coronel Araújo Gomes, a operação não foi planejada para grandes apreensões e sim para demonstrar a capacidade de bloquear todos os pontos de acesso ao Estado catarinense: “Com certeza, é a primeira de muitas, e se tornará um diferencial de segurança para os catarinenses”.
Para o delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Flávio Ghizoni Júnior, a operação demonstra o que pode ser feito no combate contra a criminalidade. “Foi executada uma ação que demonstra que estamos nos adiantando contra algumas organizações criminosas e alguns tipos de crimes que tentam se valer destes pontos que foram trancados”.
Megaoperação de fiscalização em todo o Estado
A ação, que foi realizada em 250 pontos estratégicos de Santa Catarina, incluindo as divisas com o estados vizinhos, aeroportos e estações rodoviárias, teve o objetivo de fiscalizar e inibir a entrada de armas, drogas e indivíduos procurados pela Justiça. No Oeste Catarinense, a operação contou também com o apoio da Polícia da Província de Missiones, da Argentina.
Ações envolveram 1.160 policiais militares de Santa Catarina | Foto Divulgação
As ações envolveram 1.160 policiais militares de Santa Catarina, 300 viaturas e cinco aeronaves, além de 191 policiais militares paranaenses, 102 brigadianos gaúchos, e 30 policiais rodoviários federais. No Paraná foram utilizadas 68 viaturas em 40 pontos de barreira, enquanto no Rio Grande do Sul foram 29 viaturas e um helicóptero, em 17 pontos de barreira. A Polícia Rodoviária Federal utilizou 15 viaturas.
Durante operação o cabo da Polícia Militar de SC, Rafael Biazus Massoco, perdeu a vida durante acidente que envolveu uma embarcação da Polícia Ambiental de Santa Catarina em Piratuba, no Meio-Oeste do Estado, nas proximidades da Usina de Machadinho. A embarcação em que estava o policial, junto com outros, bateu em uma pedra vindo a naufragar. O cabo, que tinha 37 anos e estava na corporação há 6 anos, não conseguiu nadar até a margem.
Cabo da Polícia Militar de SC, Rafael Biazus Massoco | Foto PMSC/Divulgação