O caso do diretor da Escola Estadual São Pedro, de Guaramirim, acusado de assediar moralmente e sexualmente uma professora, ainda está em análise na Secretaria de Educação do Estado. A informação foi confirmada pela secretária-executiva da Agência de Desenvolvimento Regional, Cristiana Poltronieri, que fez o comunicado.

Mensagens de texto foram anexadas ao boletim de ocorrência registrado na semana passada. Nelas, o diretor insistentemente assedia a professora, que atua como ACT (Contratada em Caráter Temporário). Em uma das mensagens diz, inclusive, que ele poderia dar a ela o ‘paraíso ou o inferno’.

Até mesmo no horário em que estava em sala de aula a professora era convidada a descer ‘cinco minutinhos’ na biblioteca. Em todas as mensagens anexadas à denúncia, a professora nega as investidas com frases como ‘não é não, não, não vou’.

Em uma delas também afirma ter namorado e que ele é da comunidade, no que o diretor responde conhecer, mas ter o interesse muito maior nela por ‘curiosidade... por enquanto sexo’ (sic).

Procurado pela nossa reportagem, o diretor negou as acusações, disse que fez apenas brincadeiras com a professora, mas a acusa de ter montado um recorte das mensagens para prejudicá-lo, porque ele teria negado uma folga para que ela viajasse com outra escola para o Beto Carrero.

O diretor ainda disse que solicitou a sua quebra de sigilo telefônico e que espera que tudo seja esclarecido.  “Estou há 18 anos na escola. Tenho apoio da comunidade”, afirmou.

A professora foi procurada pela reportagem, mas não obtivemos contato.

 

 

 

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