A mãe Josenilda Alves de Miranda ainda tem esperanças de encontrar a filha viva  | Foto: Arquivo OCP

A mãe Josenilda Alves de Miranda ainda tem esperanças de encontrar a filha viva | Foto: Arquivo OCP

O maior mistério policial de Jaraguá do Sul completou quatro anos nesta segunda-feira (21). A mãe da pequena Emili Miranda Anacleto, a dona de casa Josenilda Alves de Miranda, de 25 anos, não consegue tirar da cabeça o sentimento de perda. A filha foi raptada pelo pai, o pedreiro Alexandre Anacleto, da sua casa em 21 de maio de 2014, quando a criança tinha apenas um ano e 11 meses. Ele levou a criança durante uma visita assistida na casa de Josenilda. Com a voz embargada, a mãe conta que ainda tem esperança de encontrar a menina e que acha que ela está viva.

“Até agora não tive nenhuma notícia da Emili. A esperança nunca morre, o meu coração de mãe não perde a esperança de encontrar. Eu acredito que ela está viva, sim. A gente pede explicação para a polícia, mas nem sabem o que explicar para a gente. Eles haviam trocado o investigador do caso dela, mas até agora não conseguiram nada”, comenta Josenilda, ao dizer que acredita que a família de Alexandre possa saber do paradeiro da criança. “Os pais sabiam que ele iria fazer isso”, revela. Anacleto foi encontrado morto e carbonizado em um carro numa praia de Barra Veha, três dias depois do desaparecimento, mas não há rastros da criança.

Em 2015, o corpo de criança encontrado nos Estados Unidos reacendeu as esperanças de um desfecho para o caso. A criança foi encontrada dentro de um saco plástico em Boston e a mãe chegou a fornecer sangue para exame de DNA, pois a semelhança entre a menina assassinada e a pequena desaparecida repercutiu internacionalmente. “A delegada Milena (de Fátima Rosa) entrou em contato, me ligou e disse o que estava acontecendo. Ela disse que eles viriam e eles fizeram exame. Eu até colaborei, mas graças a Deus não foi nada”, destaca a mãe de Emili. O material genético da mãe foi recolhido, mas as suspeitas acabaram não sendo confirmadas, pois os restos mortais era de Bella Bond.

Outro ponto importante no caso do desaparecimento aconteceu em 2016. Uma projeção de como ficou o rosto da criança quando ela teve quatro anos foi feita. Na época, um perito do Instituto Geral de Perícias pegou traços da mãe. Apesar da grande veiculação dos retratos da menina com diversos cortes de cabelo e acessórios. O esforço não revelou mais detalhes sobre o caso que ainda tem a investigação em aberto.