O delegado Jorge Giraldi, atualmente titular da Divisão de Repressão a Entorpecentes da Divisão de Investigação Criminal (DRE/DIC) de Criciúma, foi impronunciado da acusação de homicídio duplamente qualificado contra a ex-companheira Ivonete Mezari Genuíno, morta aos 25 anos.

A impronúncia é uma decisão em que o juiz, diante da ausência de provas quanto à materialidade ou indícios suficientes de autoria ou de participação, nega seguimento à ação penal, encerrando o juízo de formação da culpa, ou seja, o processo criminal.

Giraldi foi denunciado, em 2016, pelo promotor Márcio Gai Veiga, da 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Araranguá à época. O representante do Ministério Público chegou a pedir a prisão do delegado, a qual foi indeferida pelo juiz da 1° Primeira Vara Criminal de Araranguá, Guilherme Mattei Borsoi.

A vítima foi encontrada morta em seu carro no dia 23 de fevereiro de 2012 com três tiros na cabeça e um tiro no braço, em meio a uma plantação de eucalipto na Estrada Geral da Praia da Meta, em Balneário Arroio do Silva.

No veículo ainda estava a filha que a vítima tinha com o delegado, na época com um ano e um mês de idade

“Deus é bom. Justiça foi feita. Sempre acreditei na racionalidade de quem iria analisar e julgar o processo. Agora só resta curar as feridas deixadas pelo linchamento psicológico a que fui submetido durante anos seguidos”, desabafou o delegado na redes sociais.

Na mesma ação, o agente de Polícia Civil, Jaques Douglas de Oliveira, acusado de ser cúmplice, foi absolvido sumariamente. A decisão é da juíza Thania Mara Luz.

 

Foto: Arquivo / Lucas Colombo - TN

 

 

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