O delegado Anselmo Cruz, da Delegacia de Roubos e Antissequestro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Santa Catarina, confirmou que em torno de R$ 80 milhões foram roubados da tesouraria regional do Banco do Brasil, em Criciúma. O valor vinha sendo especulado desde então.

O relato foi ao repórter Jean Raupp, da Rede Globo, em entrevista ao Fantástico, na noite deste domingo. O mega-roubo que sitiou Criciúma e trouxe ao menos duas horas de medo, fez reféns e deixou um policial gravemente ferido, foi destaque em reportagem especial da edição.

Reprodução / Rede Globo

Segundo a autoridade policial, não é possível confirmar com exatidão o valor.

"A conferência está sendo feita, refeita, porque houve ainda muito dinheiro espalhado, danificado, notas rasgadas, pedaços que podem ser de uma mesma nota”, disse.

Até o momento, em torno de R$ 1 milhão foi recuperado.

Outro entrevistado foi o subcomandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina, coronel Marcos Pontes. Ele acredita que ao menos dois criminosos tenham sido alvejados durante o primeiro contato com a PM.

Em um, dos dez veículos de luxo, apreendidos em um milharal no bairro Picadão, em Nova Veneza, vestígios de sangue foram encontrados. Dos dez carros, nove eram blindados. Três caminhões também foram usados na ação.

Um foi incendiado no portão de acesso ao 9º Batalhão de PM, outro também incendiado no acesso ao Túnel do Morro do Formigão, em Tubarão, para impossibilitar a chegada de reforço e outro usado na fuga.

Ação

Pontes também falou sobre a ação policial.

“Não houve confronto para preservar as diversas vidas de inocentes. Muitas pessoas poderiam ter sido vitimadas com a ação naquele momento”.

Uma servidora do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que estava no interior do batalhão no momento em que o prédio foi alvejado, também deu seu relato.

Segundo ela, foram mais de 200 tiros e o momento mais difícil foi quando cessaram, pois eles não sabiam o que poderia acontecer, como virar reféns, por exemplo.

Outro entrevistado foi Tcharlles Fernandes, do site Melhores Publicações, que fez uma live sobre a ação criminosa. Ele também falou com o OCP News (clique aqui).

A reportagem do Fantástico também apurou que provavelmente as armas potentes usadas pelo bando podem ter sido desviadas de acervos legais do país, mas nada confirmado.

Prisões

Ao todo, 12 suspeitos de envolvimento, direto e indiretamente, no crime foram presos em SC, Rio Grande do Sul e São Paulo, dentre eles uma liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa de origem paulista, com ramificações em todo país, inclusive em Santa Catarina.

 

 

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