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Delegado destaca rede de apoio após resgate de vítima de violência doméstica em Jaraguá do Sul

Foto: OCP News

Por: Gabriel JR

25/03/2026 - 11:03 - Atualizada em: 25/03/2026 - 11:30

A Polícia Civil e a Polícia Militar atuaram de forma integrada no resgate de uma vítima de violência doméstica em Jaraguá do Sul. O caso, registrado na terça-feira (24), mobilizou diferentes órgãos da rede de proteção e revelou um histórico contínuo de agressões.

Em coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (25), o delegado Augusto Brandão informou que a vítima vinha sendo agredida, ameaçada e humilhada há cerca de quatro meses. “Por medo, ela não registrou ocorrência quando foi atendida anteriormente”, afirmou, ao lembrar que o primeiro contato ocorreu na quinta-feira, por meio da Procuradoria da Mulher.

Abordagem e histórico do caso

A localização ocorreu após acompanhamento do casal. “Conseguimos fazer a abordagem e, em conversa com ela, foi muito importante a presença dos policiais”, disse o delegado, destacando a atuação da policial Taísa e do policial Padilha, da Rede Catarina de Proteção à Mulher, vinculada à Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC).

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Segundo Brandão, o apoio no momento da abordagem foi decisivo para que a vítima aceitasse ajuda. “A policial conseguiu incentivar, encorajar e dar uma palavra de apoio naquele momento”, ressaltou.

O delegado também revelou que o suspeito possui antecedentes. “O autor é uma pessoa agressiva, já tem histórico de lesão corporal contra outra mulher. Essa ex-companheira já havia solicitado medida protetiva contra ele”, explicou. Este é o segundo pedido de medida protetiva envolvendo o investigado.

Apesar do histórico, não houve prisão em flagrante. “No momento da abordagem, não estava ocorrendo crime”, disse. Ainda assim, ele responderá por lesão corporal e ameaça. Caso descumpra a medida protetiva, poderá ter a prisão preventiva decretada.

Rede de apoio e acolhimento

Após o resgate, a vítima foi encaminhada para uma casa de apoio, já que não se sentia segura para retornar ao local onde vivia. “Ela não tinha para onde ir”, pontuou o delegado.

O atendimento contou com a atuação conjunta da Procuradoria da Mulher, Instituto Borboleta — responsável por suporte psicológico — e Secretaria de Assistência Social, que viabilizou o acolhimento.

Brandão reforçou a importância dessa estrutura. “Existe uma rede de apoio na cidade e ela funciona. Não é apenas o trabalho da polícia”, destacou.

Orientações às vítimas

Durante a coletiva, Brandão reforçou a importância de observar sinais iniciais de comportamento abusivo. “Aos primeiros sinais de violência, como gritos, ameaças e controle, é preciso estar atenta. Não ignore os sinais”, alertou.

Ele também incentivou denúncias. “Não fique calada. Não tenha receio de procurar a polícia achando que não haverá apoio. Existe uma rede preparada para atender”, afirmou.

Sobre a possibilidade de monitoramento com tornozeleira eletrônica, o delegado explicou que a decisão cabe ao Judiciário. “Cada caso é analisado pelo juiz e pelo Ministério Público. Não é uma definição da polícia”, concluiu.

 

 

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Gabriel JR

Repórter e radialista com 15 anos de experiência na área de comunicação