Delegacia especializada eleva índice de solução de inquéritos de homicídios para 70% 

Delegacia especializada eleva índice de solução de inquéritos de homicídios para 70%  Delegacia especializada eleva índice de solução de inquéritos de homicídios para 70% 

Segurança

Por: Gabriel Junior

quinta-feira, 03:10 - 15/02/2018

Gabriel Junior
Passados os primeiros 45 dias de 2018, Joinville contabiliza 18 homicídios, ou seja, uma pessoa é morta a cada 2,5 dias no município. Para a delegada regional Tânia Harada, o número registrado na cidade mais populosa do Estado é considerado alarmante. "Ano passado tivemos um número alto de homicídios nesta época. Não ficou muito longe disso. Notamos que aquele patamar do ano passado, tende a se manter", comentou. Em 2017, foram registradas 135 mortes violentas, entre homicídios e confrontos com a polícia, ou seja, um caso a cada 2,7 dias. Em 2016, foram registradas 130 mortes violentas. Tânia acredita que a Delegacia de Homicídios está fazendo um bom trabalho. "O índice de solução dos inquéritos está em torno de 70%. Antes da delegacia especializada, o patamar  ficava em 20%", observa Harada, que destaca o papel do órgão civil que é a apuração de quem cometeu o crime. "A gente vem fazendo a contento. O que não está se conseguido, de um modo geral, é reduzir o número de homicídios, mas a qualidade da apuração dos crimes melhorou", disse a delegada. A Delegacia de Homicídios conta com três delegados e 22 policiais - entre agentes e escrivães. Tânia lembra que o trabalho da Polícia Civil não é de prevenção ao crime, pois essa parte fica para a Polícia Militar. No entanto, a Polícia Civil quer, através de ações, reduzir os homicídios. "Nosso papel é descobrir quem comentou esses crimes, quando e como... O que pode refletir na prevenção e na diminuição do número de homicídios é o esclarecimento dos autores desses crimes e suas prisões. Nesses aspectos a DH pode surtir o efeito preventivo. E é isso que estamos fazendo, buscando esclarecer e mostrar para a sociedade que, quem está matando, está sendo punido", explica. A colaboração da comunidade é fundamental para o trabalho de investigação da Delegacia de Homicídios. "Felizmente estamos tendo um bom suporte na Delegacia, a comunidade colabora bastante, principalmente com denúncias nas redes sociais. Já conseguimos fazer um bom número de prisões e investigações da delegacia", lembra a delegada. A população pode fazer denúncia através do 181 ou por meio das redes sociais encaminhando mensagem no Facebook da DH e da Delegacia Regional. "A denúncia é melhor forma de ajudar, e ela pode ser feita de forma anônima", esclarece. Em Joinville, segundo a delegada, muitos homicídios estão relacionados com as facções criminosas. Ela acredita que para reduzir a quantidade de homicídios é necessário um esforço concentrado. "Tem que ver na cidade, nos locais, em outras cidades, o que foi feito para diminuir esses índices e trazer pra cá. Homicídio aqui está muito relacionado às facções criminosas que, por sua vez, estão captando jovens com falta de perspectiva positiva na vida. Então, para reduzir os homicídios, vai ter que ter assistência social, polícia, judiciário, ministério público, além da execução penal lá na frente colaborando para que a gente possa pensar numa redução. Não adianta a polícia ou assistência de forma isolada, tem que fazer um trabalho em conjunto'', observa a delegada. Os bairros que registraram mais casos de homicídio em 2017 em Joinville foram Jardim Paraíso (15), Paranaguamirim (13), Comasa (9) e Aventureiro (8). A delegada explica o motivo dos homicídios ficarem mais concentrados nestes bairros. "É uma soma maior das atividades paralelas relacionadas aos homicídios, envolvimento com facções, tráfico de drogas...". Análise dos homicídios em Joinville  
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