Mário Lickmamm observa as más condições da rodovia recém liberada | Foto Fábio Junkes/OCP News

Mário Lickmamm observa as más condições da rodovia recém liberada | Foto Fábio Junkes/OCP News

Seis dias após a liberação da rodovia, o asfalto da SC-415 está esfarelando. Os buracos e rachaduras apareceram logo após a entrega da obra no quilômetro 85 da rodovia, em São João do Itaperiú. A rodovia permaneceu interditada por cerca de três meses para construção de uma galeria. De acordo com o Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), o trabalho reparo será realizado ainda nesta quarta-feira (10) pela empresa responsável.

“O asfalto está esfarelando e surgem cada vez mais buracos. Eu acho que esse asfalto não ficou muito bem feito. A única coisa que ficou bem estruturada foi a galera, pois foi colocado bastante ferro”, conta o agricultor e morador da região Mário Lickmamm.

Asfalto esfarela e forma buracos na rodovia | Foto Fábio Junkes/OCP News
Asfalto esfarela e forma buracos na rodovia | Foto Fábio Junkes/OCP News

O superintendente do Deinfra no Norte de Santa Catarina, Ademir Machado, revela que o problema foi "previsto". Segundo ele, o esfarelamento da camada de asfalto é causado pela acomodação do material que foi depositado no local.

A obra para a reparar a galeria fluvial no trecho foi iniciada em abril. Os trabalhadores abriram um buraco de sete metros de profundidade. A galeria recebeu uma tampa feita com concreto armado.

Liberação pode ter sido precipitada

A empresa responsável, a SER Engenharia, já realizou o recapeamento no local, mas o grande fluxo de veículos, principalmente pesados, faz o material trabalhar. Machado explica que a liberação da rodovia foi feita de forma acelerada e isso fez com que a base da rodovia, formada principalmente por barro e brita, não ficasse acomodada da forma correta.

“Nós deveríamos ter deixado a rodovia no barro para que a acomodação fosse feita naturalmente. Mas nós precipitamos a colocação do asfalto, porque deixar a pista na pedra e no barro poderia ser perigoso. Com a passagem de caminhões pesados, com o trânsito em geral, pedras podem ser espalhadas e motociclistas podem se machucar após uma queda”, destaca.

De acordo com o superintendente regional do Deinfra, a brita trabalha junto com o barro e acaba quebrando o asfalto e causando os buracos. Machado reitera, ainda, que não haverá custos extras para o Estado.

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