Bombeiros militares reuniram moradores para explicar a interdição | Foto; Eduardo Montecino/OCP

Bombeiros militares reuniram moradores para explicar a interdição | Foto; Eduardo Montecino/OCP

Após uma vistoria na manhã desta terça-feira (12), técnicos da Diretoria de Defesa Civil de Jaraguá do Sul liberaram o bloco 8 do Condomínio Residencial Ester Menel, para os moradores retornarem aos seus apartamentos, depois de o edifício ter passado a noite interditado.

De acordo com a ficha de ocorrência, os técnicos avaliaram o prédio com quatro pavimentos e constataram fissuras e trincas em aberturas de esquadrias, vidro trincado, fissuras de retração e expansão de revestimento em paredes de alvenaria, sinais de infiltração decorrente de deterioração de juntas do piso cerâmico e destacamento de piso cerâmico em decorrência de variação térmica.

“No momento da vistoria não foram constatadas manifestações patológicas de ordem estrutural significativa, mesmo com a presença de grau de fissuração variável, que coloquem em risco a estabilidade da edificação”, diz a ficha de ocorrência.

O documento apresenta ainda algumas orientações para os administradores do condomínio, dentre elas, contatar profissional habilitado ou empresa executora para recuperação das manifestações patológicas da edificação com emissão de ART junto ao CREA/SC, e monitorar o aparecimento de novas manifestações ou agravamento das presentes atualmente.

Perito avaliou o local

Durante a tarde desta terça-feira, os Bombeiros Militares de Santa Catarina estiveram no local e acharam melhor acionar um perito para analisar as condições do imóvel. Após uma avaliação minuciosa do prédio e do terreno, o perito concordou com as informações levantadas pela Defesa Civil de Jaraguá do Sul, e acrescentou que o imóvel está em condições de continuar habitado, sugerindo que as famílias retornassem para seus apartamentos.

Na noite de segunda-feira (11), os moradores acionaram bombeiros voluntários e Defesa Civil por volta das 23 horas por causa de estouros e rachaduras no piso dos apartamentos do bloco 8. Por medida de segurança, segundo o diretor Hideraldo Colle, o bloco inteiro foi interditado.

Construído por meio de parceria entre Prefeitura e governo federal há cerca de seis anos pelo Programa Minha Casa Minha Vida, o condomínio teve investimento de R$ 10,08 milhões. São 14 edifícios de quatro pavimentos com 16 apartamentos cada.

Os apartamentos têm área de 44,15 metros quadrados, adquiridos por pessoas com renda mensal de até três salários mínimos. A empresa Concreta Construtora de Obras Ltda foi a responsável pela obra.

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