A Defesa Civil de Jaraguá do Sul registrou 95 ocorrências relacionadas com o vendaval até a tarde desta quarta-feira (1º). O forte vento destelhou residências e arrancou árvores por toda a cidade. O OCP acompanhou algumas histórias do evento climático de maior impacto dos últimos anos.

O caos se instalou na cidade após ventos de mais de 90 quilômetros por hora atingirem o município. De acordo com a Celesc, 50 mil unidades consumidoras ficaram sem energia. O apagão só agravou o problema causado pelo vendaval e pela chuva.

Na rua Luiz Sarti, um sobrado foi destelhado pela força do vento. O dono do imóvel, Celso Mario Bertoli, de 75 anos, morou a vida toda no bairro Nereu Ramos e nunca viu nada parecido. Ele explica que o prejuízo foi além do telhado, pois alguns produtos da loja de calçados foram danificados pela água.

“Eu já vi o vento arrancar telhas, mas nunca arrancar o beiral. Simplesmente é sem comentário, foi forte demais. Foi rápido demais, durou uns três minutos. Não deu nem tempo de se assustar. Quando eu fui fechar a janela, eu não sabia se era aqui ou lá que estava explodindo tudo”, lembra.

Carro atingido

Vento levou as telhas e o beiral do casarão na rua Luiz Sarti | Foto: Fábio Junkes/OCP News

Márcio Mocua, de 40 anos, tem uma barbearia e se impressionou quando a placa do estabelecimento foi jogada em direção à escola na outra esquina. Além do prejuízo no seu negócio, ele teve o carro atingido pelos destroços que caíram do imóvel.

“Não deu tempo de tirar, foi instantâneo. Agora, o jeito é correr atrás para conseguir de novo, porque tá feia a coisa. O meu carro está todo quebrado e só não está mais porque eu consegui tirar ele”, destaca o barbeiro.

Um pedaço da estrutura da Escola Municipal de Ensino Básico Francisco Salomon, no bairro Santo Antônio, desprendeu-se e por pouco não atingiu uma casa do outro lado da rua. Para quem observa, é difícil pensar que uma peça de metal de quatro metros presa a telhas de eternit tenha percorrido um trajeto tão longo.

“Depois que eu vi esse negócio aqui, o susto foi grande! Até chegou a pegar uma parte. Deus me livre se isso aqui pega no meio da casa. Foi por pouco”, lamenta o aposentado Aparecido Juvenal da Silva, que reclamava do fato de estar sem energia ainda por volta das 11h de ontem.

 

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