O CyberGaeco (Grupo de Investigação de Crimes Cibernéticos) do Ministério Público de Santa Catarina deflagrou, na manhã desta sexta-feira (14), a operação "CPD" para combater e coibir a pornografia infantil e a pedofilia.

Foram presos em flagrante quatro homens e cumpridos nove mandados de busca e apreensão em residências nos municípios de Florianópolis, Joinville, São José, Rio do Sul, Timbó, Presidente Getúlio e Correia Pinto.

 

 

A operação ocorre em apoio às investigações da 1ª Promotoria de Justiça da Capital, 2ª Promotoria de Justiça de Timbó, 1ª Promotoria de Justiça de Joinville, 2ª Promotoria de Justiça de São José, 2ª Promotoria de Justiça de Rio do Sul e Promotorias de Justiça de Correia Pinto e Presidente Getúlio.

Em cumprimento aos Mandados de Busca e Apreensão expedidos pela Justiça, foram apreendidos dispositivos informáticos, entre desktops, notebooks, smartphones, HDs e pendrives, com farto material de pornografia infantil e pedofilia.

Todo o material passará agora por perícia, para posterior análise do CyberGaeco e remessa às Promotorias de Justiça para a apuração da responsabilidade penal dos envolvidos. Os investigados presos em flagrante foram encaminhados para os presídios das respectivas regiões.

O nome da operação é a sigla em inglês para "Children Protection Day", que significa "Dia de Proteção às Crianças" em alusão ao dia das crianças ocorrido nesta semana.

Também participaram da ação durante toda a manhã Policiais Militares, Civis, Penais, Rodoviários Federais e Bombeiros Militares, integrantes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), com apoio da Polícia Científica de Santa Catarina.

O CyberGaeco foi instituído por ato do procurador-geral de Justiça Fernando da Silva Comin, com o objetivo de identificar, prevenir e reprimir infrações penais em meios virtuais e é vinculado à Subprocuradoria-Geral para Assuntos Jurídicos do MPSC.

De acordo com o promotor Marcio Cota, também Coordenador Estadual Adjunto do Gaeco, esse tipo de investigação decorre do contínuo monitoramento que o CyberGaeco já vem realizando por meio de suas ferramentas de tecnologia de informação.

Ele também afirmou que ações dessa natureza serão cada vez mais frequentes por parte do Ministério Público de Santa Catarina.