Parentes, amigos e colegas de profissão se reuniram na tarde de quarta-feira (29), em Jaraguá do Sul, para a cerimônia de cremação do taxista Allan Tietz, morto por assaltantes. Nelson Tietz, pai de Allan, chegou no local ao lado da mulher Sandra e do filho Allison, por volta das 15 horas. “Eu acho que valeu a pena achar o Allan. Agora, a gente está em paz porque encontrou ele. Também porque a gente sabe que ele vai descansar. A Justiça quem faz é o juiz e o homem lá em cima que sabe o que faz”, comentou Nelson. A cerimônia foi comandada pelo padre Dulcio Antônio de Araujo, pároco da igreja São Judas Tadeu. Em um discurso emocionado, o religioso lembrou que Jesus também foi assassinado. “É um momento de muita dor e sofrimento para a família, para a comunidade e para os taxistas. Sabemos que Jesus também foi assassinado, pregado na cruz. Estamos vivendo a experiência do assassinato cruel que o Allan enfrentou. Nós só conseguiremos superar esse sofrimento, essa revolta sabendo que Jesus no seu último suspiro disse: Pai, perdoa-lhes, porque eles não sabem o que fazem”, disse o padre.
Cerimônia de cremação do taxista Allan Tietz | Foto Eduardo Montecino/OCP
Allan desapareceu no fim da tarde do dia 22 de novembro após aceitar fazer uma corrida para Curitiba. O carro do jovem foi encontrado dois dias depois na capital paranaense, sem as rodas, rádio, bateria e outros itens, além de ter marcas de sangue na parte interna. Após seis dias de buscas e investigações, o corpo da vítima foi encontrado com ferimentos feitos com arma branca em uma estrada nas proximidades do pedágio de Garuva, no Norte de Santa Catarina Um dos amigos presentes na cerimônia foi o mecânico Jorge Antônio, 47 anos. Ele foi vizinho de Nelson, amigo e mecânico. Viu Allan crescer e também cuidava dos seus carros. “O Allan era uma pessoa boa. Conheço ele há anos, eu conheço o Nelson e era vizinho dele. Quando a gente saia junto, dizia ao Nelson que ele tinha filhos de ouro. O Allan era uma pessoa excepcional, que não fazia mal para ninguém. Era um piá realmente incrível”, lembra Jorge. Ao fim da cerimônia, o padre Dulcio chamou amigos e parentes para ficar ao redor do caixão de Allan. Todos se abraçaram e rezaram o Pai Nosso. Uma chuva de pétalas de rosa finalizou a despedida do taxista. A Polícia Civil continua investigando o caso e segue na busca dos dois suspeitos. Os irmãos Patrick e Jonatan Machado Fuckner já têm mandados de prisão emitidos pela Justiça, mas o paradeiro deles é desconhecido.
Polícia Civil divulgou as fotos dos suspeitos de cometer o crime | Foto Reprodução/OCP
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