Leitores entraram em contato com a redação do OCP para denunciar um golpe que está ocorrendo em Jaraguá do Sul, Guaramirim e outras cidades do Estado. A empresa Masterfloor vendeu pisos do tipo vinílico para os clientes, mas não entregou.

Um grupo de Whatsapp reúne pelo menos 33 pessoas que se dizem lesadas pela proprietária da empresa sediada em Pomerode, Daniela Lenfers. A autônoma Viviane Bittencourt, de 29 anos, acusa a proprietária da Masterfloor de vender o produto e a instalação na casa localizada no bairro Vila Nova por R$ 5,8 mil. A contratação ocorreu no início de março, mas até agora não houve a prestação do serviço ou a devolução do dinheiro.

“A gente contratou a empresa após um parente fazer o serviço com ela. A gente pagou o serviço à vista para colocar o piso vinílico, mas até agora ela está enrolando. Ela fala que vai até a casa para instalar, mas nunca aparece. Ela sempre dá uma desculpa de que o carro quebrou, de que o funcionário está doente e sempre vai enrolando”, conta Viviane.

A autônoma conta que retirou todo o piso da casa para fazer a instalação. Agora, ela está sem piso na residência e os móveis planejados que foram comprados para montagem depois do piso vão chegar sem que o serviço fosse feito.

“Pagamos o valor à vista porque ela fez um desconto, mas nunca imaginamos que iríamos levar um golpe. Eu já fiz um boletim de ocorrência e entrei na Justiça com um advogado. Ela deixou uma amostra do piso para combinar com os móveis. Agora, os móveis vão vir e a gente está sem o piso”, lamenta.

Outro prejuízo

Uma moradora de Guaramirim, que pediu para não ser identificada, teve um prejuízo ainda maior. Ao negociar o serviço na residência localizada no bairro Estrada Bananal, ela assinou um contrato no valor de R$ 14 mil. A mulher acabou dando 50% do valor de entrada em dezembro do ano passado, mas até o momento o piso não foi colocado.

"Daniela Lenfers nos vendeu um piso vinilíco em dezembro. Disse que precisa metade de entrada para comprar o material. Ela entregaria em dois dias e, quando fosse para instalar, a gente pagaria o restante. Após dois dias, entramos em contato com ela e foi desculpa em cima de desculpa. Agora, ela fala que fechou a empresa e vendeu o que tinha de material para pagar a gente”, afirma a cliente.

O OCP recebeu contato de pessoas que se dizem lesadas em Camboriú, Itajaí e Presidente Getúlio. A reportagem fez diversos contatos com a Masterfloor para conseguir um contraponto da empresa. Após cinco dias, conseguiu uma nota sobre os casos relatados.

A empresa afirma que fez contato com todos os clientes e que a Masterfloor foi fechada. "Foi feito esse contato com todos os clientes, foi fechado a empresa, e estamos fazendo os acordos de pagamentos com todos os clientes", afirmou a empresa em nota.

Confira a nota na íntegra encaminhada aos clientes:

"Informo a todos que nesta data (24/5/2022) voltei a assumir a assessoria jurídica com a empresa Jainy Wetzstein ME. Achei por bem criar este grupo para repassar informações coletivas, otimizando assim o meu tempo. A Daniela me informou que possui previsão de créditos para resolver a questão de todos de forma definitiva.

Considerando o não cumprimento dos prazos estabelecidos nos termos encaminhados anteriormente, vou encaminhar novo documento de quitação. Este documento é mais objetivo e será encaminhado junto com o comprovante de depósito, individualmente, para o WhatsApp do cliente.

Ou seja, primeiro será feito o pagamento, sendo que vocês receberão o termo juntamente com o comprovante de depósito. Tenho certeza que posso confiar que o documento será assinado por todos. Aguardem meu contato. Os clientes que ainda não possuo os dados pessoais e dados para depósito irei chamar.

Os pagamentos serão realizados no período de 25/5 a 31/5."