A Polícia Civil de Santa Catarina identificou e indiciou oito suspeitos de terem participado do mega-assalto ao aeroporto Quero-Quero, em Blumenau, no dia 14 de março de 2019. Destes, cinco já foram presos, entre eles o criminoso que teria planejado a operação e um vigilante da transportadora de valores, alvo do roubo.

As informações sobre o caso foram divulgadas nesta segunda-feira (13), em uma coletiva realizada na sede da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), em São José, na Grande Florianópolis. De acordo com as investigações, o funcionário da empresa participou da ação desde o início do planejamento, com encontros pessoais.

Já o suspeito de ter arquitetado todo o assalto foi preso pela Polícia Federal, no estado do Ceará, por ter sido também responsável por planejar o roubo ao aeroporto de Viracopos, no estado de São Paulo, em outubro do ano passado. Ele contratou toda a quadrilha e armou o crime de Blumenau em meados de agosto e setembro de 2018.

Foto Reprodução Whatsapp/OCP News

Ainda segundo as investigações, outros três suspeitos identificados seguem foragidos, mas devem ser presos em breve. Acredita-se que, ao menos, 15 criminosos estejam envolvidos no assalto. A maioria do grupo é formada por bandidos de São Paulo.

Nos próximos dias, um novo inquérito policial será aberto pela Deic para apurar o envolvimento de mais pessoas.

Sobre o crime

Na ocasião, uma jovem de 22 anos foi morta e dois vigilantes da empresa de valores ficaram gravemente feridos. Os investigadores não têm dúvidas que os bandidos agiram no assalto para matar os vigilantes - foram disparados ao menos 15 tiros contra o carro-forte.

Na ação, foram roubados R$ 9,8 milhões, sendo considerado o maior assalto já registrado em Santa Catarina. A polícia apurou que o dinheiro foi levado para São Paulo, porém apenas uma pequena quantia acabou efetivamente recuperada até o momento.

Na fuga, os bandidos usaram uma ambulância e um caminhão de lixo para levar o dinheiro e o armamento. Para colocar o crime em prática, estima-se que houve um investimento de, no mínimo, R$ 800 mil para alugar imóveis, comprar equipamentos, carros e manter as pessoas envolvidas.