Jaraguá do Sul registrou até o momento, neste ano, 49 batidas de carros contra postes. O último caso ocorreu na madrugada de ontem, na rua Lino Piazera, no bairro Santo Antônio. De acordo com testemunhas, o motorista de 20 anos dormiu ao volante quando voltava do trabalho e bateu contra um poste, por volta das 4h30. Segundo a Celesc, o impacto fez com que pelo menos 3.500 unidades consumidoras da região ficassem sem energia após o acidente.

O Corpo de Bombeiros Voluntários foi chamado para atender a ocorrência. Apesar do impacto da batida, o motorista não sofreu ferimentos. Ele foi avaliado pelos socorristas e liberado no local após assinar uma recusa de atendimento.

Uma equipe isolou a rua, porque o poste ficou atravessado no meio da via. Por volta das 7h30, outro grupo de técnicos foi chamado para retirar a enorme estrutura do meio da rua. De acordo com o engenheiro da Celesc, Danilson Wolff, o motorista do veículo que provocou o acidente deve pagar pelos estragos que causou.

“A gente tem uma rotina para a cobrança. A gente providencia o boletim de ocorrência, normalmente feito pela Polícia Militar, e pega a identificação do motorista. Depois, fazemos o levantamento de todos os gastos com material e mão de obra para reestabelecer o abastecimento de energia. A partir daí, a gente abre uma cobrança administrativa. Se não for pago, fazemos uma cobrança judicial”, conta Wolff.

Conserto pode custar até R$ 5 mil

O engenheiro explica que o custo do conserto depende do tamanho do poste. Uma estrutura pequena leva pouco tempo para ser resposta e custa aproximadamente R$ 3 mil. O poste derrubado na madrugada de quinta era de rede e o reparo custa cerca de R$ 5 mil.

“Outro ponto sobre a cobrança que é bom frisar é a cobrança regressiva. Se nesse meio tempo houver algum dano a alguma unidade consumidora, com a queima de equipamento ou outra coisa, será cobrado de quem causou”, destaca.

Danilson explica que em muitas situações esse tipo de acidente acaba expondo a população a situações de risco, em especial os envolvidos diretamente. Um poste pode quebrar e cair no chão com um cabo energizado, por exemplo. O engenheiro ressalta, ainda, que o índice de acidentes envolvendo veículos e postes está alto.

“Os números eram maiores e com a Lei Seca houve uma diminuição. Mas agora voltou a subir. Esperamos que o endurecimento dessa lei faça com que os números voltem a cair”, finaliza.