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Casal de SC acusado de golpe do consórcio com prejuízo de R$ 400 mil é preso em SP

Foto: Divulgação/PCSC

Por: Ewaldo Willerding Neto

16/01/2026 - 14:01 - Atualizada em: 16/01/2026 - 14:47

A Polícia Civil de Santa Catarina, por intermédio da Delegacia de Polícia da Comarca de Palhoça (DPCO), realizou a prisão do casal D. G. S. C., 28 anos, e N. C. S. C., 30 anos, este se apresentava às vítimas como “OTTO”. Eles são responsáveis pela aplicação de diversos golpes relacionados à venda fraudulenta de supostas cartas de consórcio contempladas, causando prejuízo que ultrapassa R$ 400 mil. A ação aconteceu na última quarta-feira (14).

Ambos possuíam mandados de prisão ativos e haviam se evadido para São Paulo com o objetivo de dificultar a ação policial. Após o avanço das investigações, a equipe da DPCO logrou êxito em localizar e prender os investigados na região central da capital paulista, próximo à Praça da Sé, na localidade conhecida como Glicério, que é dominada pela facção criminosa PCC.

No dia 16 de dezembro de 2025, a Polícia Civil de Palhoça já havia cumprido mandados de busca e apreensão relacionados à investigação, ocasião em que foram apreendidos pouco mais de R$ 83 mil reais em espécie, além de uma maleta de pistola, munições e outros objetos de interesse para a apuração dos fatos.

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Já no dia 14 de janeiro de 2026, durante a prisão dos investigados no Estado de São Paulo, foram apreendidos cerca de R$ 6 mil em espécie. Além disso, a investigada portava uma arma de fogo do tipo pistola, com numeração suprimida, bem como munições, motivo pelo qual também foi lavrado auto de prisão em flagrante pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

Como era o golpe

  • O golpe consistia na oferta de uma suposta carta de consórcio contemplada, por meio da qual os investigados induziam as vítimas, mediante falsas promessas, a acreditar que poderiam adquirir bens de forma rápida e facilitada.
  • Convencidas, as vítimas realizavam pagamentos iniciais sob a justificativa de “parcela de entrada”, “taxa administrativa”, dentre outras. Contudo, após o prazo prometido para a liberação do crédito, o bem não era entregue e os valores pagos não eram restituídos, configurando o prejuízo financeiro.
  • Ainda, com todos os dados das vítimas, abriam contas bancárias, financiavam veículos, compravam eletrodomésticos e telefones de última geração para, posteriormente, vendê-los.

Os investigados foram encaminhados à 8ª Delegacia de Polícia da Capital do Estado de São Paulo, onde permanecerão à disposição do Poder Judiciário. A ação contou com o apoio da Polícia Militar e a Polícia Civil do Estado de São Paulo

 

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Ewaldo Willerding Neto

Jornalista formado pela UFSC com 30 anos de atuação.