Apollo teve participações importantes em duas ocorrências de buscas | Foto: Eduardo Montecino/OCP News
Apollo teve participações importantes em duas ocorrências de buscas | Foto: Eduardo Montecino/OCP News

Após dois anos de treinamentos e cursos, o Canil do Corpo de Bombeiros Voluntários de Massaranduba começa a dar frutos. Um dos seis cães da unidade, Apollo, participou de duas ocorrências de busca e salvamento, uma delas nesta semana, em Jaraguá do Sul.

Apollo e Ederson Deretti encontraram um homem de 39 anos perdido na mata do Morro das Antenas, no bairro Boa Vista. Após cerca de 50 minutos de buscas, o cão conseguiu localizar o desaparecido, que estaria apresentando um quadro de distúrbio comportamental.

“O Apollo entrou na mata e seguiu o rastro do homem. A busca foi dificultada pelo estado de surto em que ele se encontrava. Como ele não ficou parado em um ponto, a busca foi um pouco mais cansativa”, destaca o subcomandante da corporação Felipe Gabriel Mangini Correia.

No mês de abril, o cão deu uma pista do paradeiro de um homem de 23 anos desaparecido em Penha. Após um casamento, o jovem piloto de kart bateu o carro quando seguia para casa. Depois, saiu do veículo e não deu mais notícias. Ele foi encontrado na Ilha Feia, em Balneário Piçarras.

“O cachorro trabalhou bem lá e indicou que o rapaz entrou na água. Depois que o Apollo apontou que o desaparecido foi para o mar é que todos começaram a pensar nessa possibilidade. Mais tarde, um pescador comentou que havia visto alguém na ilha”, destaca Correia, que forma o binômio com a cadela Zara.

Recursos próprios

Os animais que fazem parte do Canil do Corpo de Bombeiros de Massaranduba são mantidos pelos donos, com custo estimado em R$ 200 mensais por animal. Apollo e Zara, da raça pastor belga mailinois, foram os primeiros cães a serem escolhidos para fazer parte do projeto, há cerca de dois anos e cinco meses.

Além da dupla já apta a participar de buscas, o canil conta com dois jovens cães da raça bloodhound, Thanos e Stella, e uma cadela da raça pastor holandês, Athena. De acordo com Correia, todo o trabalho começou com uma capacitação feita com a Associação Voluntária de Busca e Resgate com Cães (Avbrec) em Joinville.

Zara (E) e Apollo (D) são os cães que já estão aptos a participar de buscas a pessoas desaparecidas | Foto: Eduardo Montecino

“Nós começamos junto com os cachorros, pois, quando adquirimos, não tínhamos conhecimento nenhum. Nós participamos de cursos e até um seminário internacional com instrutores dos Estados Unidos”, destaca o subcomandante da corporação.

Treinos semanais

Os binômios formados pelos cães e os bombeiros voluntários treinam os cães para realizar buscas na mata, no meio urbano e em situações de deslizamento. As técnicas utilizadas são busca por mantrailling, busca por um odor específico, e venteio — busca por partículas de odor trazidas pelo vento.

“A primeira técnica é utilizada quando há uma trilha a ser seguida. A segunda, quando a gente procura pessoas em um deslizamento ou escombros. Há um local e o cão vai ter que procurar por aquelas pessoas que estiverem ali”, conta Correia.