A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados debate nesta quarta-feira (18) o sequestro de vítimas pelo crime organizado com a liberdade condicionada à transferência de recursos financeiros por meio do Pix.

A audiência pública atende a requerimento do deputado Delegado Antônio Furtado (PSL-RJ).

Na opinião do parlamentar, embora as polícias ainda não tenham estatísticas sobre aumento no número de sequestros relâmpago, há mais relatos de casos dessa natureza, que eram frequentes na década de 90.

"Hoje, em vez de serem levadas a caixas eletrônicos, as vítimas são ficam por horas em cativeiros onde são obrigadas a fazer diversas transações financeiras por meio dos aplicativos de bancos dos próprios celulares, como transferências pelo Pix, compras e até empréstimos” explica.

Os casos ainda são infrequentes, mas causam preocupação. Um homem foi preso em caráter temporário nesta quinta-feira (12) suspeito de roubar de mais de R$ 100 mil via Pix de uma vítima sequestro-relâmpago na cidade de São Paulo.

Foram convidados:

  • - o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Gustavo Torres;
  • - o diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino;
  • - o delegado de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, José Paulo Pires;
  • - o presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto; e
  • - o presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil, Rodolfo Laterza.

Segundo dados da Polícia Civil de São Paulo, a maioria dos sequestros-relâmpago acontecem entre o fim da tarde e o começo da noite, se aproveitando do momento em que vítimas estão paradas em cruzamentos ou quando entram e saem de carros em ruas desertas.

Entre as recomendações para evitar os danos causados pelas ações de criminosos está a configuração de limites baixos para as transferências diárias usando o Pix.

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