Apesar do mau tempo, o Corpo de Bombeiros Voluntários retomou, na manhã desta quarta (7), as buscas de Luciane Vieira Kochela, 39 anos, no rio Itapocu, em Jaraguá do Sul.

A varredura começou após o carro da mulher dada como desaparecida ser encontrado abandonado por um popular durante a tarde de terça (6), na rua Afonso Piazera, no bairro Amizade, uma das vias que dá acesso ao rio.

Após encontrar o veículo, a pessoa chamou a Polícia Militar. A família conseguiu abrir o carro, que tem uma senha, e encontrou um bilhete de Luciane pedindo para chamar o marido e um calçado. Depois, a equipe do Canil Setorial do 14º Batalhão foi até o local para realizar buscas.

“O nosso cão indicou que a mulher deslocou na direção do rio. Agora, os bombeiros voluntários estão no local para continuar as buscas”, comenta o chefe da Seção de Comunicação do 14º BPM, major Aires Volnei Pilonetto.

O celular dela foi encontrado pelo cão. O aparelho foi acessado pelos familiares e uma mensagem não enviada pode indicar um fim trágico para a história.

Luciana pedia para que o marido cuidasse bem do filho do casal, um bebê de seis meses. Também foram localizados os calçados e roupas dela, molhadas, dentro do carro durante perícia feita pelo Instituto Geral de Perícias.

Desaparecimento

Luciane foi dada como desaparecida pela família nesta segunda-feira (5). De acordo com a mãe, a costureira Marli Helena Vieira, 62 anos, Luciane saiu para ir até o banco às 9h15 e não deu mais notícias. Ela dirigia um Ford Fusion de cor branca.

O desaparecimento de Luciane foi percebido quando o marido chegou em casa após ir abastecer o carro.

“Ele perguntou para o filho [em tom de brincadeira] onde estava a mãe. Então, eu disse que pensava que ela estava com ele. A partir daí começamos a ligar para os parentes. Desde então, estamos movimentando céus e terra para encontrar ela”, lamenta.

Até ser encontrado, o veículo foi visto pela última vez pelas câmeras monitoradas pela Central Regional do 14º Batalhão de Polícia Militar por volta das 16h. O carro passou pela rua Roberto Ziemann, nas proximidades do supermercado Amizade, no bairro Amizade, e não foi mais localizado pelo sistema de monitoramento.

Depressão pós-parto

A preocupação da família se deve ao fato de Luciane apresentar um quadro de depressão pós-parto. Ela trabalhava em uma empresa do ramo têxtil, mas precisou sair para cuidar do filho recém-nascido, atualmente com seis meses de idade. Como estava com esse problema psicológico, estava tomando medicação.

“Ontem de manhã, umas 9h15, ela me disse que iria ao banco para fazer uma transferência de dinheiro, resolver tudo o que precisava resolver no Centro. Ela havia falado com o marido pelo whats e estava boa, normal. Como eu vi que ele estava vendo o whats, pensei que ele estava com ela no telefone”, comenta a mãe.

Luciane luta contra a depressão e, desde o nascimento do filho, estava morando na casa da mãe, no bairro Vila Nova. Ela teve um episódio de descontrole emocional, mas nunca havia mencionado que poderia fugir do convívio com a família e do bebê.

Um boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Civil pelo marido de Luciane. Informações podem ser repassadas para a família pelos números (47) 9 8815-1610, (47) 3370-8386, também pelo 190 (Polícia Militar) e pelo 181 (Polícia Civil). Até o encerramento da edição, Luciane não foi encontrada.

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