Uma bombeira voluntária orientou um parto por telefone em Jaraguá do Sul. O menino nasceu pelos braços do pai em uma residência na rua Ervin Rux, no bairro Rio da Luz. O chamado para o número 193 aconteceu por volta das 12h de sábado (28).

O homem ligou para a Central do Corpo de Bombeiros Voluntários para informar que a mulher de 25 anos estava em trabalho de parto. Bombeira voluntária há três anos, Jucemara Rincos nunca atendeu uma chamada desse tipo na linha de emergência.

Jucemara explica que a ocorrência é atípica, pois as ligações acontecem geralmente quando há as contrações ou mesmo quando o bebê já nasceu. A bombeira voluntária lembra que o homem estava muito nervoso.

“A primeira coisa que a central fez foi tentar acalmar essa pessoa e anotar o endereço para dar um maior suporte para a gestante. Neste momento, uma ambulância estava indo para uma ocorrência na Barra e eu redirecionei a guarnição para a ocorrência da gestante em trabalho de parto”, conta.

Durante o atendimento, Jucemara começou a dar instruções para o pai lidar com a situação e não oferecer riscos para o bebê. Ela pediu para que ele colocasse a mulher deitada com o lado esquerdo voltado para o chão para evitar o nascimento do bebê na residência.

“Porém, ele veio e falou que o bebê iria nascer, que estava vendo a cabeça do bebê. Aí, o procedimento mudou. Eu pedi para que ele colocasse a mulher de barriga para cima, com as pernas flexionadas e orientasse para que ela respirasse calmamente”, relembra.

Durante o trabalho de parto, o homem também foi orientado a buscar uma toalha limpa para fazer a recepção do recém-nascido. Outra orientação importante foi a de não puxar o bebê, ou seja, deixar a criança sair naturalmente.

“Aí, ele me disse que a criança já tinha nascido. Eu fiquei todo o tempo com ele no telefone, buscando mais informações de como estava acontecendo o parto. Pedi para limpar o rostinho dele e perguntei se era o bebê que estava chorando, se ele estava coradinho. O pai disse que sim”, descreve.

Recém-nascido

Durante a chamada, a bombeira voluntária disse para o pai enrolar a criança em uma toalha e colocar no colo da mãe. Ele também foi advertido a não puxar a placenta para evitar o aumento do sangramento.

“Perguntei se a mãe estava bem e, após receber o sim, falei com a guarnição que estava quase chegando no local. Eu disse que o parto já havia sido realizado, que a mãe e o bebê estavam bem aguardando a chegada da viatura”, ressalta.

A mãe e o bebê foram atendidos pela guarnição e levados para o Hospital Jaraguá. Jucemara explica que a ocorrência foi uma mistura de nervosismo, euforia e felicidade, porque é uma situação rara na profissão.

“Eu fiquei muito feliz quando escutei o bebê chorando. Eu me senti muito aliviada porque a nossa preocupação é sempre saber se a criança vai nascer bem. A gente não tem o histórico da mãe, como aconteceu a gestação. Então, é difícil passar o procedimento sem ver o paciente. Quando a gente tem êxito nas orientações, a gente fica muito feliz”, finaliza.

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