O coronel Alessandro José Machado assumiu o comando do 12º CRPM (Comando Regional de Polícia Militar) no início desta semana.

O oficial é responsável por ser o elo entre o 14º BPM (Batalhão de Polícia Militar) em Jaraguá do Sul e o 23º BPM, em São Bento do Sul com o comando-geral da Polícia Militar a partir deste mês.

Machado entrou na Polícia Militar em 1992 e se formou aspirante a oficial em 1995. De lá pra cá, o coronel teve como destaque a atuação no BAPM (Batalhão de Aviação da Polícia Militar).

Além de ser comandante da base do helicóptero Águia 1, a 2ª Companhia do BAPM, ele foi comandante do batalhão responsável policiamento aéreo no Estado.

Porém, além da aviação, o coronel nutre uma paixão pela escrita. Ele é autor de cinco livros: "Conhecimentos Gerais dos Helicópteros" (2011), "Operação Santa Catarina" (2012), "Águia Urbana" (2013), "Abordagens Emotivas" (2016) e "Os Senhores do Ar" (2022).

O coronel também é membro da Academia Joinvilense de Letras e da Academia de Letras dos Militares Estaduais.

Logo após assumir o comando da região mais segura do Estado, Machado concedeu entrevista ao OCP. Confira:

Como é a sua ligação com a tropa?

Essa ligação precisa ser muito íntima. O comandante sempre precisa estar junto da sua tropa, precisa conversar, conhecer e ouvir o seu pessoal. Afinal, o ato de comandar significa ficar junto, não sozinho. Para uma tomada de decisão, é preciso ouvir o subordinado para que a gente tenha uma visão mais ampla e correta do que deve ser feito.

Eu sempre tive esse cuidado porque o meu pai foi praça do Exército. Eu passei a minha vida inteira dentro dos quartéis e eu vi como deve ser tratado isso, como a gente pode chegar numa eficiência maior de resolução de conflitos e até mesmo de problemas sociais.

O senhor serviu por mais de uma década na aviação da PM. O que o traz de experiência desses anos a bordo do helicóptero Águia 1?

A aviação proporciona muitas coisas na nossa vida, mas a aviação da Polícia Militar é diferenciada. O que eu trago para a minha vivência e para o meu trabalho é o companheirismo. Independente de hierarquia, um depende do outro dentro do helicóptero. Em uma aeronave, há quatro pessoas e todos são responsáveis pela segurança dela.

É lógico que o comandante é responsável por tomar uma decisão final, mas ele se obriga, por questões de segurança, a ouvir todos. Isso cria um sentimento de companheirismo muito grande. Eu trago isso para cá e pretendo implementar aqui no meu trabalho.

Foto: Fábio Junkes/OCP News

Como o senhor define a posição de ser comandante?

A gente entra na Polícia Militar buscando galgar o último posto, a última graduação da carreira. Eu consegui realizar isso, sempre tive a intenção de comandar. Eu comandei a 2ª Companhia do Batalhão de Aviação da Polícia Militar, depois o próprio Batalhão de Aviação da Polícia Militar, na Capital. Agora, como comandante regional, estou comandando uma das melhores regiões do Estado.

Ser comandante do 12º Comando Regional de Polícia Militar é uma realização pessoal, porque eu creio que nasci para comandar. Porém, os meus subordinados poderão dizer isso depois. Na prestação de contas, perguntem a eles.

Qual é a visão que o senhor tem de Jaraguá do Sul?

Jaraguá do Sul é a cidade mais segura do Estado e do Brasil. E eu pretendo manter isso e até melhorar. A minha visão de Jaraguá do Sul é de um povo ordeiro, muito educado, um povo trabalhador. Isso vem dos seus colonizadores e continuou com os seus descendentes. É um povo que sabe trabalhar em prol da sociedade e a própria PM é feita de pessoas que vieram dessa sociedade.

A Polícia Militar em Jaraguá do Sul tem em seu quadro a maior parte das pessoas criadas aqui. Isso favorece bastante esse ciclo de segurança. Não é por acaso que Jaraguá do Sul é essa cidade maravilhosa, essa cidade que todo mundo gosta de morar, com segurança. Isso tudo é devido a sociedade e isso é fundamental. É um lugar especial.