Pouco mais de 60 horas após o registro do maior roubo já registrado no Estado de Santa Catarina, ocorrido em Criciúma, autoridades prenderam, no Rio Grande do Sul, oito suspeitos de participarem do crime de roubo ao Banco do Brasil.

O vice-governador do Rio Grande do Sul e secretário da Segurança Pública, delegado Ranolfo Vieira Junior, afirmou que a ação ocorre de maneira conjunta entre os estados. "É um trabalho integrado com Santa Catarina, todas as forças de segurança do Rio Grande do Sul estão dando todo o apoio a buscas e agora, a investigação cabe ao estado catarinense", afirmou o profissional.

Segundo Junior, os oito indivíduos são suspeitos de terem participação direta ou indireta no crime. "Nenhum deles é gaúcho, são paulistas, todos são naturais do estado de São Paulo", afirmou o secretário. Segundo as autoridades, as identidades apresentadas pelo criminosos ainda serão verificadas para apurar possíveis fraudes no documento.

Os primeiros suspeitos foram presos nesta quarta-feira (2) na BR-160, em São Leopoldo. No local, duas pessoas foram abordadas e encaminhadas para Santa Catarina. Após, a Polícia Rodoviária Federal prendeu mais três indivíduos, desta vez, em Torres. Ambos foram encaminhados para Criciúma.

Já nesta quinta-feira (3), por volta das 5h30, as equipes do Bope do RS e SC localizaram uma casa, em Morrinhos do Sul (RS), que pode ter sido utilizada pelos bandidos. "Foram encontrados equipamentos que podem ter sido usados na ação em Criciúma. Nessa casa foi preso também um sexto indivíduo. Não foram apreendidas armas, nem dinheiro, mas os objetos encontrados lá nos levam a crer que a casa serviu como local de transição após o roubo em Santa Catarina", contou o profissional.

Durante entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira, as autoridades informaram ainda a prisão de mais dois indivíduos, em Gramado. Mais detalhes sobre a nova prisão serão dados ao longo do dia. Junto com alguns dos abordados foram apreendidos celulares e cerca de R$ 8 mil.

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