Entre 40 e 50 pessoas participaram, de maneira direta e indireta, do assalto à tesouraria do Banco do Brasil, crime que sitiou Criciúma, na noite de 30 de novembro até a madrugada do dia 1º de dezembro.

A informação foi confirmada pelo delegado Luís Felipe Fuentes, diretor da Deic (Diretoria Estadual de Investigações Criminais), à reportagem do ND+.

Até então, as primeiras informações indicavam que 30 criminosos haviam participado da ação.

“Esse número de pessoas que participaram indiretamente da ação, seja na logística ou preparação do roubo, pode variar com o andamento da investigação”, explica o delegado.

Das 14 pessoas presas até aqui, nem todas estiveram em Criciúma na noite do assalto. O delegado, no entanto, não especificou quantas, para “não atrapalhar o andamento das investigações”.

De acordo com Fuentes, até sexta, a polícia havia recuperado pouco mais de R$ 1 milhão roubados pelos criminosos. A estimativa é de que tenham sido levados mais de R$ 80 milhões.

“Os valores vêm sendo recuperados em quantias pequenas em cada diligência feita. Parte desse R$ 1 milhão foi recuperado com as próprias pessoas que foram detidas”, pontua.

Participação de facção

Questionado se o assalto teria sido orquestrado por uma facção criminosa de São Paulo, Fuentes afirmou que não há indicativos de que a ação tenha sido planejada pela facção.

No entanto, ele confirmou que entre os criminosos envolvidos no assalto, há “mais de um com ligação a esta organização”.

Investigação

Dentre as novidades anunciadas, na última quarta-feira (9) a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão no Ceará. Entre outras ações realizadas fora de SC está a prisão de um casal em Campinas. Uma liderança de facção paulista também está está detida.

Uma das suspeitas é de que o grupo criminoso tenha alugado um imóvel nas imediações do Banco do Brasil. Os indivíduos teriam arquitetado o crime através dele.

A polícia estima levar também um período de meses para a elucidação completa dos fatos, dada a complexidade do crime. Para não comprometer as investigações, o sigilo sobre os detalhes apurados será maior.

Fonte: ND+

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