Os motoristas levaram menos multas em Jaraguá do Sul em 2018. No período, foram aplicadas 70.441 multas no município, contra 77.542 em 2017. Com isso, a arrecadação diminuiu de R$ 13.192.411,46 para R$ 11.995.372,83 em um ano. Em ambos os casos, uma queda de 9%.

De acordo com o diretor de Trânsito da Prefeitura de Jaraguá do Sul, Irio Riegel, um dos fatores para a redução foi a retirada das lombadas eletrônicas com velocidade máxima de 40 km/h. No ano passado, todos os equipamentos foram substituídos por faixa elevadas.

Riegel afirma que as faixas elevadas são mais efetivas que as lombadas eletrônicas, porque forçam realmente o motorista a trafegar em baixa velocidade em locais com essa necessidade, como as áreas escolares.

“A maior parte das lombadas eletrônicas instaladas na cidade têm o limite de 60 km/h. Quando o motorista se depara com uma lombada com limite de 40 km/h, ele acaba se confundindo e passando por ela como se o limite fosse de 60 km/h”, comenta Riegel

Entre as infrações de trânsito mais cometidas em Jaraguá do Sul em 2018, duas se destacam. A campeã é a de excesso de velocidade. Foram aplicadas 19.589 multas por este motivo na cidade, ou seja, 25% do total.

Excesso de velocidade ocupa primeiro lugar no ranking de infrações | Foto: Eduardo Montecino/OCP News

A segunda do ranking é a de avanço de sinal vermelho. No ano passado, os motoristas foram flagrados 19.077 vezes pelos radares espalhados nos semáforos da cidade, um percentual de 24% do total de multas.

As duas infrações são as que mais preocupam a Diretoria de Trânsito de Jaraguá do Sul. O excesso de velocidade e o avanço de sinal vermelho, que somam 49% do total de infrações cometidas na cidade, são duas das que podem resultar e potencializar acidentes.

“Essas infrações são as que causariam os acidentes mais graves. Por exemplo, em um avanço de sinal, o motorista pode atropelar uma pessoa ou mesmo bater em um outro veículo que está trafegando à sua frente. Se estiver acima da velocidade, as consequências do acidente podem ser mais graves”, destaca.

Educação no trânsito

O chefe do Setor de Trânsito do 14º Batalhão de Polícia Militar, capitão Antônio Benda da Rocha, destaca que as várias ações desenvolvidas em Jaraguá do Sul no sentido da educação para o trânsito ajudaram a diminuir os índices.

“Ações como Marcha do Silêncio e do Comitê de Trânsito, que trouxe a mensagem de um trânsito mais seguro, e toda pessoa que trouxe uma mensagem positiva com certeza contribuíram para a diminuição desses números”, ressalta.

 

Benda afirma que duas análises são possíveis com a queda das taxas: a de que houve uma redução na fiscalização e a de que diminuiu a conduta irregular dos motoristas.

“Garantimos que a fiscalização não diminuiu e se manteve praticamente no mesmo patamar que a do ano passado. Exceto o radar móvel, que está inerte, todas as outras formas de fiscalização estão ativas e bastante contundentes. Os policiais nas ruas, os fotossensores, o estacionamento rotativo”, observa.

De acordo com o oficial da PM, o motorista foi um grande promotor da queda nos números de multas na cidade.

Para ele, os condutores estão mais atentos, pois há diversas consequências em ser multado, tanto no valor das multas, que aumentou em 2017, quanto nas punições administrativas, como a perda da carteira de motorista.

“São números que vêm decrescendo nos últimos anos. Está longe do ideal, mas já é uma conquista”, finaliza.

Para onde vai o dinheiro?

O dinheiro das multas vai para o Convênio de Trânsito. Após o pagamento das despesas com a emissão das multas, o saldo fica com a Prefeitura e com as polícias Civil e Militar. Quando aplicadas por lombadas eletrônicas e semáforos, 80% do valor fica com a Prefeitura, 10% para a PM e 10% para a Polícia Civil. No caso das efetuadas pela Polícia Militar, o município fica com 40%, a PM com 30% e a Polícia Civil com 30%.

 

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