Após morte de gerente, MPSC vai alterar denúncia para que frentista seja julgado por homicídio em SC

Foto: Divulgação

Por: Claudio Costa

24/08/2022 - 06:08 - Atualizada em: 24/08/2022 - 08:02

Após a morte da gerente de um posto de combustíveis em Criciúma, o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) vai alterar a denúncia contra o autor do crime.

O frentista estava respondendo ação penal por tentativa de homicídio qualificado (feminicídio, motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima), porque, no dia 1º de agosto de 2022, atingiu com cinco golpes de faca a cabeça da chefe.

Ela fazia o atendimento de um cliente no posto de combustíveis onde os dois trabalhavam.

A vítima estava hospitalizada em estado grave e morreu nesta terça-feira (23).

A 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Criciúma já adota os procedimentos necessários para aditar a denúncia e processar o autor do crime por homicídio consumado. O MPSC ofertou a denúncia no dia 15 de agosto.

Na ação, o Ministério Público sustenta que o crime deve ser qualificado como feminicídio, porque foi baseado na condição de gênero, com menosprezo à condição de mulher da vítima.

Descreve, ainda, que agiu por motivo fútil, uma vez que o denunciado não aceitou uma advertência por ter deixado de cumprir uma determinação de sua chefe, gerente do estabelecimento, e não gostou que a vítima externou perante outros funcionários que não se envolveria amorosamente com ele.

O homem foi embora e retornou momentos depois portando uma faca tática de caça serrilhada e surpreendeu a vítima covardemente pelas costas, enquanto ela atendia um cliente, impossibilitando qualquer reação ou resistência.

Ainda, causou à vítima sofrimento físico intenso e desnecessário provocado pelos múltiplos golpes de faca desferidos em sua cabeça e, ao final das investidas, o frentista cravou a lâmina de 18,5 centímetros no crânio da vítima.

O réu foi preso preventivamente dois dias após o crime.

O Ministério Público requereu que o julgamento vá a Júri Popular, tendo em vista a prática de crime doloso contra a vida.

Além da condenação à pena de reclusão, foi requerida a fixação de valor mínimo para a reparação dos danos causados à vítima.

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