O Clube Gigantinho, popularmente conhecido como “Bailão do Luiz”, em Araranguá, que tem como proprietário o ex-vereador Luiz Djalma Marcelino, o "Luiz do Bailão", estava repleto de pessoas que, assim como o local, descumpriam normas de saúde, municipais e estaduais.

A região do Extremo Sul catarinense, onde fica o município, segue grave na Avaliação do Risco Potencial para a Covid-19, no mapa catarinense.

Ou seja, está proibido o funcionamento de casas noturnas, boates, pubs, casas de shows e afins, conforme o artigo 2 da Portaria 744 da Secretária Estadual de Saúde.

Flagrante

O flagrante foi realizado pela reportagem do Portal Agora que adentrou ao local e constatou a presença de aproximadamente 200 pessoas.

Conforme imagens, os frequentadores estavam sem distanciamento, sem máscaras e dançando juntos. Ou seja, o local estava funcionando conforme uma casa noturna.

Enquanto a equipe de jornalismo registrava o baile ilegal, uma das frequentadoras – sem saber que se tratava de uma equipe de reportagem – chamou a atenção.

“Não filmem, não é nada contra vocês, mas semana passada alguém filmou e deu problema. O seu Luiz pediu para ninguém filmar para a polícia não fechar”, disse.

Na imagem, o repórter fez uma panorâmica em que se vê a pista cheia, com os frequentadores dançando próximos uns dos outros.

A equipe de reportagem entrou em contato com o 190 da Polícia Militar sendo informada pelo atendente de que o local já havia passado por fiscalização no domingo e que a PM estava ciente de que se tratava de um bailão.

Fotos: Portal Agora

Encerramento

Já em contato com o tenente-coronel Ronaldo da Silva Cruz, comandante do 19º BPM, ele afirmou desconhecer o funcionamento do baile, esclarecendo que entraria em contato com o Sargento de Dia para se deslocar e averiguar a situação.

Após 30 minutos, quatro viaturas chegaram ao local, encerraram a festa e notificaram o proprietário. Caso o baile ocorra novamente, o local poderá ser interditado.

A reportagem do Portal Agora também tentou contato com a secretária de Saúde de Araranguá, Evelyn Elias, e com ‘Márcia’, fiscal da Vigilância Sanitária, porém as ligações não foram atendidas pelas servidoras do Executivo Municipal.

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